Aluna e professora desenvolvem fórmulas e estimulam produção de fitocosméticos por quebradeiras de coco

quarta-feira, 5 de abril de 2023 às 11:45
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AUGUSTINÓPOLIS – A acadêmica Sabrina Conceição e a professora mestre Márcia Guelma Santos Belfort, do curso de Enfermagem da Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Câmpus Augustinópolis, promoveram oficina para confecção de fitocosméticos por quebradeiras de coco babaçu da região do Bico do Papagaio. A ação ocorreu na sexta-feira, 31 de março, no Complexo de Ciências da Saúde (CCS) da Unitins.

A iniciativa é parte do projeto de extensão “Formulações fitocosméticas a base do coco do Babaçu (Attalea speciosa) para o fortalecimento da cadeia do Babaçu”, que busca aprimorar as técnicas artesanais já desenvolvidas pelas quebradeiras de coco da região Tocantina por meio de capacitações e oficinas para as comunidades tradicionais das quebradeiras de coco; elaboração de formulações fitocosméticas com ação hidratante, a base do coco babaçu; realização de testes de controle de qualidade; e orientações sobre o processo de patentes das formulações desenvolvidas pelas quebradeiras de coco.

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“Queremos proporcionar para as comunidades de quebradeiras de coco babaçu a produção de biocosméticos com auxílio da tecnologia vigente, possibilitando aperfeiçoar a matéria-prima do babaçu no uso de preparações de cosméticos, promovendo o fortalecimento da cadeia sustentável de tudo o que provém da palmeira”, explicou a professora mestre Márcia Guelma.

A oficina realizada no CCS recebeu mulheres do Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQBC). Na oportunidade, foram manipulados sabonetes sólidos a base de óleo e argila, e do mesocarpo do coco, sabonetes líquidos e espumas faciais.

Projeto busca fortalecer a cadeia produtiva do coco babaçu por meio da capacitação das quebradeiras de coco. – Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Para a acadêmica Sabrina Conceição, o projeto proporcionou aproximação com as histórias de vida das mulheres beneficiadas e aquisição de conhecimento. “Tem sido muito gratificante, pois essas comunidades tradicionais têm muito a agregar com suas práticas e conhecimentos únicos. São mulheres batalhadoras que lutam pelos seus direitos, principalmente em pautas sobre as terras das quais elas retiram o babaçu. Com esse projeto, consegui me aproximar da história delas e me encantei bastante com cada uma”, revelou a discente.

Mulheres quebradeiras de coco foram auxiliadas no processo de confecção dos cosméticos. – Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

“Nós gostamos muito do curso, porque percebemos que não estamos sozinhas nessa luta das quebradeiras de coco babaçu. E [a oficina] foi muito importante ‘pra’ gente saber que a dá ‘pra’ fazer sabonete com o mesocarpo do coco babaçu. O modo de fazer o sabonete, o shampoo eu gostei demais. Acho que é uma iniciativa muito boa da Unitins por estar fazendo esse curso que está nos mostrando até onde o babaçu traz coisas boas ‘pra’ gente”, agradeceu Francisca Pereira Vieira, de 75 anos, uma das coordenadoras do MIQBC.

“Como Universidade ficamos felizes em ver a comunidade utilizar os nossos espaços, como o Complexo de Ciências da Saúde, por meio dos nossos projetos de extensão e de pesquisa, que produzem conhecimentos e proporcionam a potencialização de expertises naturais como a dessas mulheres”, ressaltou a diretora do Câmpus Augustinópolis, Gisele Padilha.

“É por meio da Extensão que a gente consegue estabelecer um diálogo com a sociedade. O curso de Enfermagem tem uma atuação bastante significativa nesse aspecto. Com esse projeto, acaba trazendo mais fortalecimento para a extensão nos cursos da área da saúde e na região do Bico do Papagaio”, elogiou a pró-reitora de Extensão, Cultura e Assuntos Comunitários, Kyldes Batista.

(DICOM-UNITINS)

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