Depoimentos marcam o 1º Encontro de Mulheres Empreendedoras do Agronegócio da Região do Bico do Papagaio

segunda-feira, 25 de novembro de 2019 às 09:15
Mais de 130 mulheres do Bico do Papagaio e Araguaína envolvidas com o campo tiveram a oportunidade de se conhecerem. – Foto: Paulo Palmares/ VB

AUGUSTINÓPOLIS – Priorizando a relevância da mulher, elevando sua autoestima e destacando sua importância para o avanço inovador, rentável, sustentável e ético do agronegócio, mais de 130 mulheres do Bico do Papagaio e Araguaína envolvidas com o campo tiveram a oportunidade de se conhecerem, trocarem ideias e experiências de vidas e negócios, durante o 1º Encontro de Mulheres do Agronegócio do Bico do Papagaio, organizado pelo Sindicato Rural de Augustinópolis.

Durante a manhã ocorreram as palestras temáticas, iniciadas pelo consultor do Sebrae, entidade parceira do evento, Eurípedes Ribeiro com o tema “Como vender para o Governo com produtos do campo”, a instrutora do SENAR, Geiciane Batista, falando sobre “A importância da mulher no agronegócio brasileiro”, e, ao fim, com a senadora Kátia Abreu. Durante sua palestra “Da dor ao sucesso – uma trajetória de vida no agronegócio, na política e na vida social”, a senadora deu um depoimento de superação e incentivo empreendedor às participantes do encontro.

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Para a gerente do Sebrae em Araguatins, Odeane Milhomem, o evento teve resultados acima do esperado. “Priorizamos neste encontro debates que trataram sobre importância feminina para um avanço inovador, rentável, sustentável e ético no agronegócio, com foco em seu papel para o setor no brasileiro no Bico do Papagaio. Elas saíram mais otimistas em relação às possibilidades de empreender na Região” afirmou.

EXEMPLOS DE DETERMINAÇÃO

Marcaram presenças com depoimentos emocionante e experiências enriquecedoras a senadora Kátia Abreu, que com a perda do marido aos 25 anos, mãe de dois filhos, grávida de dois meses não aceitou a pecha de “viúva de fazendeiro”, deixou Goiânia, onde vivia e foi para a fazenda em Gurupi, calçou a botina, colocou o chapéu na cabeça e nessa sua luta desbravadora, tornou-se fazendeira de fato, a primeira mulher presidente do Sindicato Rural de Gurupi, presidente da Federação da Agricultura do Tocantins (FAET), deputada federal, senadora, presidente da Confederação Nacional da Agricultura (CNA) e ministra da Agricultura no governo Dilma Rousseff.

Não menos significativo foram os depoimentos da empresária Gisele Mota, do Grupo Carinho (laticínio e fazendas); Elizabete Costa, proprietária da Fazenda W.A e ganhadora do Prêmio Nacional “Mulher de Negócio”, na categoria produtora rural; Flávia Fioravante, coordenadora do Mulheres do Agronegócio do Tocantins (MAT) e proprietária da Fazenda Santa Maria, na cidade de Araguaína, e claro, Cássia Cayres, idealizadora do evento, presidente do Sindicato Rural de Augustinópolis, coordenadora do Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) e proprietária das fazendas Conquista III e Novo Mundo.

Flávia Fioravante. – Foto: Paulo Palmares/ VB

Cada uma dessas mulheres, em seus depoimentos, por uma razão ou outra se viram desafiadas diante da necessidade de enfrentarem uma realidade que não era de todo desconhecida, mas também não era a desejada ou sonhada. “Transformei uma terra absolutamente degradada em uma propriedade produtiva”, disse Elizabete Costa. Gisele Mota relatou que quando via a lida dura do pai em sua propriedade, dizia para si mesmo. “Não quero isto para mim”. Flávia Fiovorante, farmacêutica de formação, diante da perda do pai e do irmão, ao lado da mãe e de uma irmã, se viram diante do desafio de tocarem uma propriedade rural, e não se curvaram.

Cássia Cayres. – Foto: Paulo Palmares/ VB

A advogada Cassia Cayres, apaixonada por cavalos, se viu “empurrada”, por um amigo para assumir a direção da antiga Associação dos Proprietários Rurais do Bico do Papagaio. Sua primeira missão foi levar todos os proprietários para uma única entidade, no caso o Sindicato Rural de Augustinópolis. Em seguida ressuscitou a festa de Exposição Agropecuária (Expoagra) na cidade, tornando-a uma das mais importante do estado, e, consequentemente virando referência no agronegócio do Bico do Papagaio, no Tocantins e exemplo, assim como as demais, a ser seguido por mulheres sexista no mundo rural, que aos poucos.

(Redação Voz do Bico)

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