
PALMAS – Para dar continuidade às ações do Projeto Escravo Nem Pensar, servidores das Diretorias Regionais de Educação (DRE) de Araguatins e Tocantinópolis participam, nesta segunda-feira (13) e terça-feira (14), na Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), em Palmas, da segunda etapa da formação do projeto.
O Escravo Nem Pensar é uma iniciativa da Organização não Governamental (ONG) Repórter Brasil, que tem como foco executar processos formativos para educadores e outros profissionais de redes públicas para a erradicação ao trabalho escravo no Brasil. No Tocantins, em parceria com a Seduc, o grupo desenvolve ações voltadas para a prevenção do trabalho escravo e tráfico de pessoas.
De acordo com a gerente da Educação do Campo e Quilombola, Kátia Maria Marques, as Regionais foram escolhidas com base nos índices de ocorrência do trabalho escravo nos municípios. A gestora explicou que, além dos encontros presenciais, os técnicos desenvolvem atividades de formação a distância e socializam todo o trabalho por meio de relatos em grupo.
Thiago Casteli, assessor de projeto do Repórter Brasil, salientou que este segundo encontro busca orientar os técnicos sobre a execução do trabalho que já chegou às escolas do Tocantins, bem como sistematizar os dados conforme o que já foi feito. O assessor destacou a parceria com a Comissão Pastoral da Terra e a Universidade.
“Para um bom resultado, precisamos envolver a todos, pois os rumos da sociedade e das pessoas enquanto indivíduos é uma responsabilidade conjunta. Quanto mais pessoas envolvidas, dispostas a contribuir e participar, menor serão as ocorrências e erradicaremos o trabalho escravo”, enfatizou.
Além da capacitação continuada, os participantes recebem gratuitamente materiais didáticos impressos e digitais sobre os temas do projeto, além de assessoria pedagógica. Os profissionais dessas regionais serão responsáveis por multiplicar os conteúdos e a metodologia do projeto para as escolas.
Atualmente são atendidas 361 escolas em 100 municípios vulneráveis à ocorrência de aliciamento de trabalhadores, trabalho escravo e trabalho infantil. (Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)












