Escolas estaduais de Augustinópolis apresentam resultados do projeto “Escravo, nem pensar!”

terça-feira, 6 de novembro de 2018 às 17:01
O evento contou com poemas, teatros e paródias elaborados pelos alunos sobre os temas estudados. – Foto: Divulgação

AUGUSTINÓPOLIS – O projeto “Escravo, nem pensar! ”, primeiro programa nacional de prevenção ao trabalho escravo desenvolvido pela Organização Não Governamental (ONG) Repórter Brasil, começou a ser trabalhado em maio na Escola Estadual Augustinópolis, Centro Estadual de Educação La Salle e Escola Estadual Santa Genoveva, sob a coordenação das professoras Natânia Sousa, Edna Alves e Luciana Nascimento, culminando palestras, apresentações e caminhada dos alunos e professores na tarde desta terça-feira (6).

Neste período, conforme as coordenadoras, foram realizados estudos teóricos abordando temas como “Trabalho escravo contemporâneo”, “Trabalho Forçado”, “Jornada Exaustiva”, “Servidão por Dívida”, “Condições Degradante”, entre outros. Ainda conforme alguns professores ouvidos pelo Portal Voz do Bico, os alunos pesquisaram e aprenderam sobre as várias facetas do trabalho análoga à escravidão, resultando nas apresentações realizadas nesta terça-feira, no espaço da Escola Estadual Santa Genoveva. O evento contou com poemas, teatros e paródias elaborados pelos alunos sobre os temas estudados.

“O trabalho análogo à escravidão é crime e deve ser repudiado por todos. Temos que ter sensibilidade humana e não permitir que este mal continue afetado nossa sociedade”, disse a professora Edna Alves na abertura do evento.

Já agrônomo e ativista social João Palmeira, destacou em sua palestra as constantes lutas dos primeiros habitantes e agricultores familiares da região do Bico do Papagaio para permanecer na terra, falando especialmente do padre Josimo  Tavares, que foi coordenador da Comissão Pastoral da Terra e assassinado em 10 de maio de 1986, em Imperatriz (MA). Hoje, o religioso é considerado mártir da luta contra a opressão, principalmente, no meio rural.

Veja abaixo um dos poemas apresentados pelos alunos:

AINDA HOJE…

Antigamente só se ouvia falar

Em escravo pra cá

Em escravo pra lá

Era tanto sofrimento

Tanta judiação

Causada pelos senhores

Pessoas sem coração

O homem vivia muito mal

Chegando mesmo até a morte

O descaso era tão grande

Que até pra amar não tinha “sorte”

Sem direito a quase nada

Uma vida atormentada

A mercê da própria sorte

Já passados muitos anos

O “maldito” não acabou

Pois esse trabalho escravo

Apenas se modernizou…

Há pessoas necessitadas

Procurando desesperada

Pôr um fim nesse terror

Fica aqui o meu convite

Pra combater esse mal

Trabalho escravo é crime

E muito prejudicial

Pra quem só quer ganhar

E com nada se preocupar

Isso é o fundamental

A todos aqui presentes

Escutem o que vou falar

Denuncie às autoridades

Pra podermos erradicar

Esse mal que nos assola

Por esse Brasil a fora

Trabalho ESCRAVO, NEM PENSAR!!!

(Autores: alunos do 9º ano 02 matutino / Professores responsáveis: Ionesílvia P. Silva e Abraão Santos)

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