Parcerias público-privadas garantem ações de ressocialização na Cadeia Pública de Augustinópolis

quarta-feira, 21 de novembro de 2018 às 16:04
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Cadeia Pública de Augustinópolis. Foto: Divulgação / Internet

AUGUSTINÓPOLIS – Criada em 2002, a Cadeia Pública de Augustinópolis atende três Comarcas do Bico do Papagaio: Augustinópolis, Axixá e Itaguatins. Desde o mês de junho deste ano, sob a direção do agente Antônio Marcos, a cadeia tem firmado parcerias público-privadas que têm garantido ações de ressocialização na unidade prisional, como a criação de uma biblioteca e atividades pedagógicas.

Segundo o diretor, quando assumiu a gestão da cadeia, viu a necessidade de melhorar o ambiente administrativo da unidade e ofertar projetos aos presos. “Foi aí que resolvi procurar parcerias para dar celeridade às ações”, ressalta. As parcerias foram firmadas com o Poder Judiciário, Instituto Federal do Tocantins (IFTO), Prefeitura de Augustinópolis e Faculdade do Bico do Papagaio (Fabic).

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A partir das parcerias, foram realizadas melhorias no alojamento da unidade, na estética do ambiente administrativo com pintura e também na climatização, adquirindo novos aparelhos de ar condicionado. “Essas melhorias nos revigoram, dão ânimo para trabalhar e ainda tiram um pouco do estresse”, comenta o agente Sérgio Rodrigo.

Depois das melhorias na estrutura física do administrativo, a unidade iniciou a implementação de projetos para ressocialização dos internos, oferecendo a possibilidade de trabalhar e estudar para remir pena. “O trabalho é inicial, não temos ainda um olhar prático para o retorno dessas ações, mas o que a gente espera é que esses atos e as atividades pedagógicas possam trazer perspectivas jurídicas e sociais aos reeducandos”, afirma a analista e pedagoga da unidade, Maria José dos Santos.

Após receber doação de livros da Fabic, a cadeia montou uma biblioteca local e está implementando um sistema de remição de pena por leitura. Já em parceria com Secretaria de Estado da Educação (Seduc), está em criando uma escola dentro da própria unidade prisional com capacidade para ofertar ensino fundamental e médio para 60 reeducandos.

A unidade também está em processo de organização de uma oficina de trabalho artesanal com capacidade de acomodar e proporcionar a 20 detentos. Juntamente com IFTO, disponibilizou auxílio técnico agrícola, que está em processo de implementação do cultivo de hortaliças e verduras em um dos terrenos da unidade para atender com trabalho a até 10 detentos.

Para o reeducando Antônio Luz Martins, o trabalho interno na cadeia gera convívio social. “O trabalho me dá foco, ajuda a aliviar a minha mente e adquirir novos conhecimentos”, garante. Sobre a chegada de novos projetos, ele diz a maioria dos detentos é de origem carente, que sempre estiveram à margem da sociedade. “Agora, podendo estudar, acredito que esse conhecimento abre portas para uma visão diferente, para uma vida melhor, para uma realidade melhor”, destaca. (Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)

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