Professores da rede municipal de Riachinho seguem em greve por tempo indeterminado

terça-feira, 16 de abril de 2019 às 17:50
Os professores estão indignados com a postura da prefeita, Diva Ribeiro. Foto: Divulgação

RIACHINHO – Professores da rede municipal de educação de Riachinho estão em greve por tempo indeterminado desde o dia 8 de abril. A decisão foi tomada pela categoria em assembleia geral, no dia 28 de março, e a principal reivindicação é a atualização da Lei do Plano de Cargos, Carreira e Remuneração (PCCR), que está defasado e não é cumprido integralmente desde 2011.

Nessa segunda-feira (15) um grupo de pais e mães de alunos realizou um protesto em frente a Prefeitura cobrando o retorno das aulas e que a gestão receba os professores para negociação da pauta da categoria.

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Os educadores também querem efetivação do Piso Nacional e cumprimento do reajuste nos níveis da inflação, a data-base. Os profissionais do magistério de Riachinho estão indignados com a postura da prefeita, Diva Ribeiro de Melo, que tem se negado a receber a categoria para discutir a pauta de reivindicações.

Conforme os professores, a gestora se nega a cumprir os direitos dos profissionais, como o PCCR, o Piso Nacional e a data-base. Os profissionais cobram ainda melhores condições de trabalho.

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação no Estado do Tocantins (Sintet) tem buscado o diálogo com a gestão, porém não obteve resposta. O sindicato apoia a luta dos profissionais da educação pela garantia dos seus direitos e já acionou a equipe jurídica para acompanhar o caso.

Veja a pauta de reivindicações dos professores:

– Reestruturação e implementação do PCCR da categoria;

– Pagamento e implementação do Piso Salarial Profissional Nacional aos professores;

– Progressões das carreiras;

– Pagamento do percentual de reajuste de correção dos salários na data-base retroativa a 2014;

– Adoção de medidas que visem sanar supostas irregularidades no valor dos salários da categoria.

Portal Voz do Bico ligou para a Prefeitura de Riachinho para saber o posicionamento da administração municipal sobre o caso, mas as ligações não foram atendidas.

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