Reunião discute instalação de abrigo para menores e da Família Acolhedora em Augustinópolis

sexta-feira, 26 de outubro de 2018 às 15:16
O prefeito Júlio Oliveira assumiu o compromisso de instalar um abrigo na cidade. – Foto: Juscelino Soares/ Voz do Bico

Alan Milhomem / Voz Bico 

AUGUSTINÓPOLIS – A Prefeitura de Augustinópolis, por meio da Secretaria de Desenvolvimento Social, realizou na manhã desta sexta-feira (26), na Câmara de Vereadores, uma reunião para discutir políticas públicas para pessoas em situação de vulnerabilidade social, em especial, a instalação de um abrigo e do projeto de Família Acolhedora no município. Poder público, Poder Judiciário, polícias Civil e Militar, vereadores, secretarias municipais, igrejas e sociedade civil participaram da reunião.

Durante o encontro, o promotor Paulo Sérgio, a delegada da Polícia Civil, Daniela Caldas, o comandante da PM na cidade, capitão Rondinele Feitoza, e a representante do Centro de Atenção Psicossocial Álcool e Drogas (Caps AD), enfermeira Ana Maria, apresentaram as demandas e casos de crianças, adolescentes e adultos em situação de vulnerabilidade e que necessitam de atendimento, reforçando a necessidade da instalação de um abrigo e um centro terapêutico na cidade.

“Nós temos que fazer alguma coisa por essas crianças. Não cabe aqui a gente discutir se aplica o ECA ou não. É um problema que existe na sociedade e nós temos que resolver. Conselho Tutelar, Secretaria de Assistência Social, Ministério Público, Poder Judiciário, a sociedade, todos têm responsabilidade sobre esse caso”, afirmou o promotor de Justiça, Paulo Sérgio.

Conforme a enfermeira Ana Maria, o Caps AD hoje atende mais de 600 pessoas de Augustinópolis envolvidas com álcool e drogas e que precisam de apoio para recuperação e reintegração na sociedade. De acordo com a delegada Daniela, são muitas as demandas atendidas pela Polícia Civil e o trabalho social com as pessoas em situação de vulnerabilidade vai contribuir para reduzir esses casos.

“Nós sabemos que os vulneráveis não são apenas crianças e adolescentes, mas as pessoas que dependentes de álcool ou usam substâncias químicas, psicotrópicas e que hoje vem trazendo um grande problema social para nossa comunidade. Discutimos a possibilidade de atender essa demanda, mobilizamos a sociedade para discutir políticas públicas para atender essa demanda, como as Famílias Acolhedoras e um abrigo na cidade”, disse a secretária de Desenvolvimento Social, Marlene Xavier.

Ainda conforme a secretária, o abrigo seria para as crianças que não têm mais os convívios com os pais. A comunidade terapêutica seria para os dependentes de álcool e droga. Durante o encontro, o prefeito Júlio Oliveira assumiu o compromisso de instalar um abrigo na cidade e convocou a todos os presentes para contribuírem com o projeto, seja com doações materiais ou de serviços.

“Primeiro agradeço a sociedade augustinopolina e todos que se fizeram presentes aqui que deram sua parcela de contribuição para que possamos desenvolver esse projeto que é o abrigo. Há dias estamos debatendo sobre com o Poder Judiciário, Ministério Público e Polícia Civil que vem cobrando e chegou o momento de nós concretizarmos esse projeto, tirar do papel e colocar em prática. Na próxima semana já vamos procurar um local para funcionar o abrigo. Deixo aqui também meu apelo ao legislativo e a comunidade que nos ajude nesse projeto”, destacou o prefeito.

No final da reunião, foi constituída uma comissão de trabalho forma por 17 pessoas de vários segmentos da sociedade que vai atuar para a instalação do abrigo em Augustinópolis. Também será feita uma campanha de divulgação da doação de recursos para o Fundo Infância e Adolescência (FIA) por meio da declaração do Imposto de Renda. Esses recursos são destinados diretamente para o município custear programas socais.

Participação
Participaram da reunião representantes do Rotary Clube, Loja Maçônica, Conselho Tutelar, empresários, Faculdade do Bico do Papagaio (Fabic), Universidade Estadual do Tocantins (Unitins), Associação de Pastores de Augustinópolis, Conselho Comunitário de Segurança (Conseg) e secretarias municipal de Saúde, Administração e Meio Ambiente.

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