Homem que se passou por ganhador da loteria em Tocantinópolis é condenado

sexta-feira, 14 de maio de 2021 às 10:31
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TOCANTINÓPOLIS – Em Tocantinópolis, a Justiça Federal condenou seis pessoas por um crime praticado em dezembro de 2013. As investigações apontam que houve uma fraude na qual um morador do munício se passou por ganhador da Lotofácil e recebeu o dinheiro com a ajuda do então gerente da agência da Caixa no município e de outras quatro pessoas.

Foram mais de R$ 73 milhões levados do banco. Segundo o Ministério Público Federal no Tocantins (MPF/TO), o gerente ajudou a fazer a fraude e outras quatro pessoas ajudaram a fazer a lavagem e ocultação do dinheiro. As penas dos envolvidos variam de cinco a 13 anos de prisão, além de multas.

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A defesa do principal envolvido disse que já preparou o recurso contra a decisão da Justiça. Por outro lado, o MPF/TO afirmou que vai recorrer para tentar aumentar a pena dos condenados.

Como ocorreu a fraude

Os autos da ação penal apontam que os crimes começaram a ser arquitetados em outubro de 2013, com diversas reuniões e encontros entre os integrantes da organização. Em novembro de 2013, Robson, na condição de gerente de uma agência da Caixa Econômica Federal, recebeu a proposta para pagamento indevido de um prêmio de loteria. O grupo criminoso apresentaria uma Declaração de Acréscimo Patrimonial (DAPLoto), documento emitido pela Caixa em razão do pagamento de bilhete de loteria premiado.

Em 5 de dezembro de 2013, Márcio Xavier de Lima dirigiu-se à agência de Tocantinópolis, onde foi atendido por Robson do Nascimento, que mesmo estando de férias, utilizou suas senhas para acessar os sistemas do banco. O então gerente recebeu um envelope contendo uma DAPLoto em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza referente ao concurso 0952 da Lotofácil, validada em 5 de dezembro de 2013 com pagamento para a mesma data do valor líquido de R$ 73.094.415,90.

Márcio Xavier de Lima portava uma carteira de identidade falsificada em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza, expedida pela Secretaria de Segurança Pública do Ceará a partir de uma certidão de nascimento também falsa, obtida com ajuda dos demais comparsas. Iniciando o processo fraudulento, Robson do Nascimento abriu a conta em nome de Márcio Xavier Gomes de Souza com uso de comprovante de residência em nome de uma ex-funcionária de Ernesto Neto.

Após realizada a transferência para a conta aberta em nome do falso Márcio Xavier Gomes de Souza, Robson iniciou a desvinculação do dinheiro de sua origem criminosa realizando 15 transferências para outras nove contas. A maior parte, R$ 42 milhões, foi transferida para a conta da pessoa jurídica Phama Transportes, administrada por Alberto Tugeiro e que tem como pessoa de confiança Antônio Rodrigues Filho. Destes, R$ 32 milhões foram depois transferidos para a conta de Talles Henrique e pulverizado para diversas outras contas em operações de menor vulto. Antônio Rodrigues também adquiriu sete veículos novos, todos emplacados em São Paulo. Ernesto adquiriu uma aeronave.

(Informações: G1 e MPF/TO)

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