Escola de snipers do Exército americano forma a primeira mulher

quarta-feira, 10 de novembro de 2021 às 15:40
Mulher participa do curso de formação de snipers do Exército americano Foto: Divulgação/Fort Benning Public Affairs

Uma soldado da Guarda Nacional do Exército em Montana (EUA) se tornou a primeira mulher a se formar no curso intensivo de snipers (franco-atiradores) de sete semanas do Exército americano.

A soldado, que o Exército não identificou a pedido dela, completou o curso em Fort Benning, no estado da Geórgia, em 5 de novembro, de acordo com um comunicado à imprensa da Guarda Nacional de Montana. Ela se alistou em dezembro 2020, e começou o curso de atirador foi em setembro deste ano.

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“A soldado atendeu a todos os padrões exigidos para se formar no Curso de Atirador do Exército dos Estados Unidos”, disse em comunicado o capitão David Wright, comandante da escola de snipers. “Ela chegou preparada para treinar e condicionada fisicamente para vencer. Estamos orgulhosos dos resultados de seus esforços e do treinamento de qualidade”, acrescentou ele, de acordo com o site “Task & Purpose”.

A militar já tinha completado o curso de atiradora especialista, mas, por sua habilidade, foi recomendada a subir de nível.

“Não havia dúvidas em nossas mentes de que ela teria sucesso”, disse o capitão Joshua O’Neill, comandante da sniper em Montana.

O curso de sniper visa a transformar um soldado na “arma mais temida no campo de batalha”, de acordo com uma descrição do curso. Os soldados são treinados em uma série de habilidades, incluindo detecção de alvo, estimativa de alcance, técnicas de camuflagem avançadas, táticas de atirador, tiro avançado, distância conhecida e desconhecida disparando em alvos fixos e móveis e em diferentes condições climáticas e movimento oculto.

Um instrutor da Escola de Atiradores de Elite do Exército, o sargento Brian Moran, disse em um comunicado à imprensa de 2017 que os alunos não podem ter problemas em ficar isolados — os atiradores normalmente são posicionados em equipes de dois — e eles devem ser pacientes, fisicamente aptos, quietos, inteligentes, ágeis e adaptáveis. Eles precisam de uma “alta tolerância ao desconforto”, disse Moran, autodisciplina estrita e extrema atenção aos detalhes.

Desde 2015, quando todas as atividades do Exército dos EUA foram abertas às mulheres, elas vêm alcançando feitos, formando-se na extremamente exigente Escola de Rangers, indo a combate pela mesma unidade, e, no ano passado, conseguindo pela primeira vez um posto na elite dos Boinas Verdes.

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