Homem que matou atriz pornô na Itália fingiu ser ela por 2 meses e meio; entenda

quinta-feira, 7 de abril de 2022 às 16:05
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Davide Fontana e Carol Maltesi: feminicídio na Itália Foto: Reprodução

O bancário Davide Fontana, que confessou ter matado a atriz pornô Carol Maltesi, num caso que chocou a Itália, usou o celular dela por dois meses e meio para despistar o crime. Segundo a imprensa italiana, o homem de 43 anos se passou por Carol ao mandar mensagens para os contatos dela, enquanto fingia ser a vítima, mãe de um menino de 6 anos, que usava o nome artístico Charlotte Angie. Os parentes dela não desconfiaram, mas ele chegou a receber a ligação de um jornalista, após o corpo ter sido encontrado.

De acordo com o jornal espanhol “El País”, o repórter não acreditou nas desculpas dele e insistiu para falar com Carol. Ao perceber que a polícia chegaria até ele, Davide fez um registro do desaparecimento dela, novamente como forma de despistar, mas acabou confessando a ação criminosa.

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Seu histório de compras online incluiu um freezer, em janeiro, assim como um machado e uma serra de metal. Com o material em mãos, ele tratou de esconder o corpo de Carol, de 26 anos. A mulher foi esquartejada e teve seus membros divididos em 15 sacos de lixo, guardados dentro do congelador. Cerca de 70 dias depois, Davide os largou na encosta de uma montanha a 120 quilômetros de sua casa.

— Trabalhei em um banco, mas adoro fotografia — disse ele em depoimento. — Eu a conheci pelo Instagram e tirei fotos dela de calcinha. Eu morava em Milão com minha esposa e depois decidi deixá-la porque comecei um relacionamento com Carol. Tínhamos um relacionamento aberto. Ela vendia filmes e fotos pornôs no OnlyFans. Estou lhe contando tudo isso porque queria tirar esse peso das minhas costas e dizer a verdade.

Eles se conheceram em um hotel em Milão em outubro de 2020, durante o pico da pandemia de coronavírus, e começaram a gravar filmes pornográficos até que, entre 10 e 11 de janeiro deste ano, Carol foi agredida com um martelo e esfaqueada.

— Eu limpei o apartamento e lavei os panos na máquina de lavar — relatou Davide sobre suas ações após o crime.

Os restos mortais de Carol foram achados em 20 de março por um homem de 60 anos que caminhava pela área. Sua identificação foi possível pela análise de suas tatuagens, cujas imagens foram divulgadas para facilitar o trabalho policial, de forma que vários fãs da atriz entraram em contato para avisar que a reconheceram. No dia 29, Davide foi até a polícia e confessou.

Nas redes sociais, Carol já havia postado sobre violência contra mulheres: “É um tema com o qual me preocupo bastante”.

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