Mulher de 55 anos é a primeira pessoa a completar travessia de 48km em águas infestadas de tubarões

quinta-feira, 16 de maio de 2024 às 08:45
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Amy Appelhans Gubser em travessia de 48 quilômetros por águas turbulentas, geladas e famosas por estarem infestadas de tubarões. — Foto: Reprodução/Instagram

No último sábado (11/5), uma mulher de 55 anos se tornou a primeira pessoa a nadar da famosa Ponte Golden Gate, em São Francisco, até às Ilhas Farallon, na costa da Califórnia (EUA). Foi uma jornada de 48 quilômetros por águas turbulentas, geladas, com neblina e famosas por estarem infestadas de tubarões.

Amy Appelhans Gubser era nadadora na Universidade de Michigan (tinha bolsa como atleta), mas quando se formou, há mais de três décadas, abandonou o esporte e começou a trabalhar como enfermeira e a criar dois filhos.

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Ela só voltou a nadar seriamente há cerca de 10 anos, quando um amigo a convenceu a entrar no oceano.

Ao comemorar a conquista de Gubser, a Federação de Nadadores de Maratona observou que o desafio “tem uma pretensão razoável de ser a maratona aquática mais difícil do mundo”. Embora cinco outras pessoas tenham sido registradas nadando sozinhas no Golfo de Farallones, Amy é a primeira a fazê-lo na direção leste-oeste – uma jornada mais difícil porque as temperaturas mais frias da água perto das ilhas atingem os nadadores quando eles estão mais exaustos. Pelas regras, Amy não pôde usar roupa térmica.

Amy Appelhans Gubser para hidratação durante a travessia nas águas geladas do Pacífico — Foto: Reprodução
Amy Appelhans Gubser completou a travessia em 17 horas — Foto: Reprodução

Amy completou a distância em 17 horas.

“Acho que nem todos sabemos do que somos capazes”, disse ao “Los Angeles Times” a americana esta semana, no intervalo para o almoço durante o seu trabalho no Hospital Infantil UCSF Benioff, onde trabalha na unidade cardíaca fetal.

Ela acrescentou que esperava que seu feito inspirasse outras pessoas a fazer coisas difíceis e o dedicou a um irmão e amigos que lutam contra o câncer.

Amy Appelhans Gubser — Foto: Reprodução/Facebook

Amy já realizou outros feitos em águas abertas: nadou ao redor de Manhattan, em Nova York (EUA), fez a travessia da Irlanda à Escócia e deu braçadas da Espanha à África.

Mas quase todos os dias ela olhava de sua pequena cidade, Pacifica, as distantes Ilhas Farallon. Cerca de cinco anos atrás, ela decidiu que queria tentar a travessia mais difícil da sua vida.

Mas completar o desafio, disse Evan Morrison, cofundador da Federação de Nadadores de Maratona, requer não apenas uma coragem incrível e um treinamento intenso, mas também as correntes e as condições climáticas certas. Além disso, a área ao redor de Farallon é fértil para grandes-tubarões-brancos, mas em maio muitos deles vão para outro lugar.

No dia 11 de maio, com condições climáticas consideradas favoráveis, Amy entrou na água pouco antes das 3h30. Ela usava um maiô preto e branco – uma tentativa de fazer os tubarões pensarem que ela poderia ser uma orca – e uma touca de natação com luz, para que sua equipe de apoio pudesse vê-la.

“Eu cantei versos de músicas. Resolvi quatro ou cinco problemas mundiais na minha cabeça”, comentou ela.

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