542 detentos do Tocantins se inscreveram para o Enem 2020

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021 às 09:54
Exame dará a possibilidade de continuidade dos estudos com o acesso ao Ensino Superior. Foto: Pedro Ícaro.

TOCANTINS – Em 2020, 542 custodiados em unidades penais do estado foram inscritos no Exame Nacional do Ensino Médio para adultos privados de liberdade e jovens sob medida socioeducativa que inclua privação de liberdade (Enem PPL).

Ao todo, 32 unidades penais tocantinenses inscreveram custodiados no Enem PPL e a previsão é de que as provas sejam aplicadas nos dias 23 e 24 de fevereiro dentro dos estabelecimentos penais. Das unidades participantes, 18 possuem turmas de extensão da Educação para Jovens e Adultos (EJA) com presos que finalizaram o ensino médio em ambiente penal.

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Conforme o Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), o sistema prisional do Tocantins teve um aumento constante de inscrições no Enem PPL: 266 inscritos em 2017; 395 em 2018; 480 em 2019; e 542 em 2020.

“A educação pode ser um elemento transformador de vidas e, por isso, é um dos pilares primordiais trabalhados no Sispen [Sistema Penitenciário e Prisional], onde buscamos possibilitar acesso ao ensino formal. Destaco que muitos finalizam o ensino médio na unidade penal. Diante disso, a participação das pessoas privadas de liberdade no Enem PPL é uma possibilidade do custodiado ingressar no ensino superior dando continuidade aos estudos. Este é um dos nossos grandes objetivos, previsto em lei, a fim de promover meios para que o preso aumente sua escolaridade”, explica o superintendente do Sispen, Orleanes Alves.

Mobilização nas Unidades

Segundo a Secretaria de Estado de Cidadania e Justiça, uma unidade penal que foi considerada destaque na mobilização da equipe multidisciplinar pelo Enem PPL é a de Araguatins que, comandada pelo diretor Herberson Vieira, tem desenvolvido um trabalho para fortalecer a educação no ambiente penal e a garantia dos direitos dos presos.

“O ano de 2020 foi conturbado para todos, a pandemia atrapalhou a realização de muitos projetos que dependem do público externo, além das aulas terem sido suspensas. Contudo, nós conseguimos manter atividades dentro das celas, mantendo o acesso à educação para os detentos, e toda a equipe multidisciplinar fez um esforço para inscrição no Enem PPL, pois entendemos que a educação é o fator importante para que o processo de ressocialização seja completo, para que os presos possam voltar a contribuir para a sociedade de uma maneira positiva”, destaca o diretor.

(Secom – Adaptado)

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