Agência Tocantinense de Saneamento tem dívida de quase R$ 60 milhões

segunda-feira, 7 de maio de 2018 às 10:40
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Foto: Luciano Ribeiro/Governo do TO

TOCANTINS – A Agência Tocantinense de Saneamento (ATS) está com uma dívida de cerca de R$ 60 milhões oriunda de contratos que não foram pagos. A informação foi divulgada pela presidente do órgão, a engenheira Roberta Castro, durante entrevista nessa segunda-feira (7). Há cerca de duas semanas à frente da pasta, a gestora afirma que a situação em que encontrou o órgão foi inesperada.

“A ATS tem uma dívida de R$ 50 milhões com a empresa que prestava serviços para o Estado. Essa empresa saiu e existe outra que foi contratada de forma emergencial e a ATS já tem R$ 1,5 milhão em dívida com essa nova companhia. Também temos em aberto, aguardando pagamento, aproximadamente R$ 1,5 milhão para a empresa que realiza a manutenção em 71 municípios, sob concessão da Agencia de Saneamento”, relatou Roberta Castro.

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Sobre a situação do contrato com os motoristas dos caminhões pipa, a presidente afirma que o contrato foi feito na gestão anterior e o valor devido é de mais de R$ 4 milhões. “O processo estava transitando no Sistema de Gestão de Documentos [SGD], porém não se encontrava fisicamente na ATS. Ele foi trazido então, para dar andamento nos trâmites legais”, afirmou.

De acordo com a presidente, um diagnóstico na ATS está sendo feito para averiguar todos os contratos que já foram feitos para depois encaminhá-los aos órgãos de fiscalização. Conforme a presidente, em 2016, alguns caminhões foram pagos, com pendências. Por isso, a atual gestão da ATS buscou parceria com os órgãos de fiscalização, como a Controladoria Geral do Estado (CGE) e Procuradoria Geral do Estado (PGE) para que tenha respaldo de pagamento.

Quanto aos motoristas, Roberta Castro afirmou que o órgão se solidariza com os pipeiros e que a equipe técnica está trabalhando para que os trâmites legais sejam seguidos para então ocorrer a liberação do recurso. A titular do órgão informou que os serviços que a ATS presta à população continuarão sendo fornecidos normalmente. Esses contratos estão passando por revisão em busca do parecer da Controladoria e da Procuradoria Geral do Estado.

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