
PALMAS – O pai do deputado estadual Olytho Neto e investigado no escândalo do lixo hospitalar no Tocantins, o ex-juiz eleitoral João Olinto Garcia de Oliveira se entregou à polícia na noite desta terça-feira (27) em Palmas. Ele é suspeito de organização criminosa e crime ambiental e teve a prisão decretada no dia 12 deste mês.
O advogado de João Olinto, Antônio Ianowich, disse que que ele se apresentou no Fórum de Palmas a um juiz plantonista e o cliente “vai responder ao processo dentro da legalidade”. Depois de ser ouvido, o suspeito foi levado para o Instituto Médico Legal (IML), onde fez exame de corpo de delito e encaminhado ao Quartel do Comando Geral da capital, mesmo alojamento onde o filho dele, Luiz Olinto, está preso por suspeita de envolvimento no mesmo esquema.
De acordo com o termo de apresentação espontânea, o suspeito pediu para que fosse recolhido em prisão domiciliar por causa de problemas de saúde, mas o juiz disse que não poderia conceder o pedido.
Desde o dia 12, ele era considerado foragido. No início das investigações, policiais fizeram buscas no hotel, de propriedade dele, em Araguaína. Na época, o delegado Bruno Boaventura disse que a suspeita é que ele teria fugido por um matagal.
O escândalo do lixo de hospitais públicos do Tocantins começou no início de novembro, depois que fiscais da Prefeitura de Araguaína encontraram um galpão com quase 200 toneladas de resíduos. O local foi ligado a duas empresas que pertencem à família do deputado estadual Olyntho Neto (PSDB). O irmão do deputado foi preso no domingo (25), suspeito de participar do esquema, subornando funcionárias. A empresa foi contratada pelo Governo do Tocantins sem licitação e recebia R$ 500 mil por mês para recolher o lixo de hospitais do estado, porém o material era descartado de forma irregular. (*Com informações do G1 Tocantins)












