Plano de chuvas da concessionária de energia busca reduzir transtornos causados pelos temporais no Tocantins

quinta-feira, 1 de novembro de 2018 às 17:14
Foto: Assessoria / Assesoria

PALMAS – O período de chuvas intensas chegou no Tocantins e costuma vir acompanhado de temporais com ventos fortes e alta incidência de raios. Conforme o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), os raios são responsáveis por 40% dos desligamentos na rede de distribuição de energia e queima de transformadores em todo o Brasil, percentual esse compatível com os dados apurados na Energisa Tocantins.

O instituto aponta o Tocantins como o estado com maior densidade de raios do País. No último temporal, dia 20 de outubro, o Inpe registrou mais de 16 mil raios no Estado. “O cenário que temos aqui é atípico. Por isso, temos investido em blindagem de rede, religadores e para-raios. Assim como, ações que reduzam o impacto desses temporais para a população, garantindo mais segurança e reduzindo o tempo que ficamos sem energia”, ressalta o gerente de Operações, Guilherme Damiance.

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Ainda conforme Guilherme, a concessionária de energia está preparada para enfrentar situações de crise, durante temporais e tempestades. “Temos um plano de contingência que orienta as equipes da concessionária para atuarem em situações adversas, buscando garantir conforto para os nossos clientes. É claro que, dentro das condições encontradas após as chuvas, principalmente nas áreas rurais, contamos também com a atuação dos entes públicos que prestam serviços nas manutenções de estradas e acessos”, afirma.

Quando acionado, o Plano de Contingência da Energisa faz um reforço de 40% no número de equipes em campo, incluindo manutenção pesada com caminhões com cesto aéreo e eletricistas de linha viva, podendo chegar a 345 equipes em todo o Estado. “As equipes são direcionadas conforme a necessidade de cada localidade, considerando sempre o cenário deixado pela chuva”, destaca o gerente de Operações.

O atendimento nos dias de chuva forte prioriza o restabelecimento do serviço em hospitais, clientes que necessitam de aparelhos para sobrevivência e locais com grande circulação de pessoas, além dos alimentadores com maior número de clientes. Nas áreas rurais, de difícil acesso, ou que necessitam de execução de obras o operações complexas, como substituição de postes e remoção de árvores de grande porte, o restabelecimento do serviço de energia pode levar mais tempo.

Guilherme conta ainda que “todo esse trabalho é coordenado pelo Centro de Operações Integrado da Energisa que monitora todo o sistema elétrico do Estado em tempo real, dando agilidade na tomada de decisões e ações em campo. É neste centro que chegam também as solicitações dos clientes feitas via canais de atendimento e são despachadas para as equipes atuarem”.

De janeiro a setembro deste ano, foram realizadas mais de 100 mil podas, a limpeza de 6 mil quilômetros de faixa de servidão nas redes rurais e a manutenção em mais de 2 mil quilômetros de rede. Um trabalho preventivo que busca minimizar os impactos dos temporais na rede de energia. (Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria)

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