
PORTO NACIONAL – A Polícia Civil do Tocantins realizou, nesta quinta-feira (27), em Porto Nacional, a Operação Poker Face que investiga um processo fraudulento de licitações na Câmara de Vereadores local. A suspeita é que o esquema criminoso acontecia desde 2013, com um prejuízo para os cofres públicos que passam dos R$ 700 mil.
Na ação policial foram cumpridos oito mandados de prisão preventiva, sendo seis em Porto Nacional e dois em Palmas. Entre os presos em Porto Nacional estão os vereadores Adael Oliveira Guimarães (PSDB), Emivaldo Pires de Souza (PTB) e Jean Carlos da Silva, além do secretário municipal de Governo de Porto Nacional, Geylson Neres Gomes (MDB), que também integrava a Câmara e está licenciado. Também foram presos um servidor da Câmara de Vereadores e um ex-servidor que é apontado como responsável pelo esquema fraudulento de licitações.
Em Palmas foram presos um empresário e um ex-vereador de Porto Nacional. Um mandado de prisão preventiva ainda encontra-se aberto. “Nós estabelecemos o ano de 2013 para começarmos as investigações porque as empresas comandadas pelo responsável pelo processo fraudulento foram instaladas naquele ano. Então por isso tomamos este marco como base”, afirmou o delegado Ricardo Real, acrescentando que com o andamento das averiguações, anos anteriores às investigações também poderão ser adicionados ao inquérito policial.
Conforme as investigações, o esquema organizava licitações fraudulentas no órgão público em diversos setores, desde a organização de eventos públicos a aquisição de equipamentos de informática. Participaram da operação, cerca de 40 policiais civis.
O outro lado
A defesa dos parlamentares informou que não irá se manifestar porque não teve acesso ao processo. Já a assessoria de imprensa da Câmara de Vereadores informou que hoje seria realizada uma sessão extraordinária para votação da Lei Orçamentária Anual (LOA), mas que por causa da operação a sessão foi adiada. Informou ainda que depois irá se posicionar sobre a operação. A prefeitura informou que a operação investiga a Câmara de Vereadores de Porto Nacional e não diz respeito à prefeitura e que Geylson Neres é investigado por sua atuação como vereador e não como secretário.












