Por meio de nota, PM-TO diz que não autorizou empresa a divulgar notas do concurso

quarta-feira, 30 de janeiro de 2019 às 08:54
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Foto: Jadiel Araújo/Governo do Tocantins

PALMAS – A Polícia Militar do Tocantins divulgou nota informando que não autorizou a empresa AOCP, responsável pelo concurso para soldados e oficiais, a divulgar as notas das provas realizadas em março do ano passado. O boletim de desempenho individual foi divulgado na tarde dessa terça-feira (29) e uma lista com 18 candidatos eliminados por tentativa de fraude. O certame está suspenso pela Justiça por suspeita de fraude.

“Ressalta que a divulgação dos boletins de desempenho das provas objetivas e das folhas de respostas, por parte da AOCP, não foi autorizada pela Comissão do Concurso, visto este continuar suspenso. A PMTO preza pela legalidade e eficiência de seus atos e, no que tange ao referido processo, continuará com transparência e imparcialidade”, afirma a nota.

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A PM disse também que teve acesso aos autos do inquérito policial que investiga as supostas irregularidades e a empresa AOCP será notificada para apresentar defesa. Após a aplicação das provas do concurso, no dia 11 de março de 2019, o certame passa por investigações que começaram quando a polícia encontrou as respostas de prova em celular.

Em nota, a AOCP informou que “até o momento as investigações demonstram, apesar da tentativa de fraude, a inexistência de qualquer prova de que algum candidato tenha obtido êxito em tal expediente, de forma a afetar a lisura do certame, e manifesta seu total apoio à operação policial realizada, comprometendo-se a contribuir, continuamente e de todas as formas necessárias, com a investigação, na certeza de que o concurso tenha seu resultado totalmente íntegro”.

O concurso

O concurso da Polícia Militar do Tocantins ofertou 1 mil vagas para soldado e mais 40 para oficial. Ao todo, mais de 70 mil pessoas fizeram as provas em 17 cidades do estado no dia 11 de março do ano passado. Mas o concurso acabou sendo suspenso após a cassação do ex-governador Marcelo Miranda (MDB). Após a liminar de suspensão perder os efeitos, o concurso foi impedido de continuar pelo Tribunal de Contas Estadual (TCE). O concurso vai continuar suspenso até o julgamento pelo plenário do TCE, o que ainda tem data para acontecer.

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