Tocantinópolis: Estudante indígena se destaca na 5ª edição do Prêmio Jovem – A água que queremos, promovido pela Rede Global de Água Museus (Wamu-Net)

domingo, 2 de junho de 2024 às 20:45
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A estudante Paula Apinajé destacou a alegria com a projeção do seu desenho – Foto: Divulgação/Seduc/Governo do Tocantins

Os alunos Wesley Kelvy, de Aparecida do Rio Negro; Paula Apinajé, da aldeia Mariazinha; e Lucas Fidelis, de Porto Nacional; estão na fase internacional da 5ª edição do Prêmio Jovem e concorrem a uma premiação no valor de 250 euros

TOCANTINÓPOLIS – Três estudantes da rede estadual do Tocantins ser destacaram na 5ª edição do Prêmio Jovem – A água que queremos, promovido pela Rede Global de Água Museus (Wamu-Net). Esses estudantes já estão na fase internacional e concorrem com desenhos, que retratam o potencial brasileiro da água doce, dentre eles está a aluna Paula Tamikakre Ribeiro Apinajé, 16 anos, da Escola Indígena Tekator, localizada na Aldeia Mariazinha, em Tocantinópolis.

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Inspiração da cultura indígena 

A estudante Paula Tamikakre Apinajé registrou, no seu desenho, o conhecimento adquirido com o seu povo e agora está muito feliz com a divulgação da sua criação. “Estar concorrendo a um prêmio internacional é muito significativo para mim, para a escola e para o meu povo. A água é o bem mais importante para a vida e, se eu for premiada nesse concurso, será um grande passo para a minha comunidade”, afirmou. A estudante Paula contou com os professores orientadores Silivan Oliveira Apinajé e Josiel Carneiro Maranhão.

O professor Josiel, que leciona os componentes curriculares de Ciências, Biologia, Física e Química, falou do resultado. “Na escola já desenvolvemos um trabalho importante, que é a preservação do meio ambiente, principalmente, por estarmos inseridos numa comunidade indígena Apinajé. E ter esse trabalho realizado pela estudante Paula, tendo essa repercussão, representa alegria e satisfação para toda a equipe escolar”, enfatizou.

Esses estudantes já passaram pela fase nacional, e os seus trabalhos estão na concorrência internacional. Eles contaram com a ajuda dos professores orientadores da escola e com o apoio do Museu de Águas da Universidade Federal do Tocantins (UFT).

O Museu de Águas da UFT selecionou seis trabalhos de cada categoria e faixa etária e estes, juntamente com trabalhos de estudantes de vários países, concorrerão a uma premiação no valor de 250 euros, certificados e menção honrosa.

A professora Liliana Pena Naval, diretora do Museu de Águas Brasileiras da UFT, ajudou os professores e estudantes com a divulgação, orientação e ajuda na tradução da descrição dos trabalhos para o inglês. “As produções desses alunos já passaram pela etapa nacional, agora estão na fase internacional. Os desenhos dos nossos estudantes foram avaliados levando em consideração critérios como originalidade, criatividade na abordagem técnica da água, contribuição para a sustentabilidade, educação para o engajamento e apresentação visual e esteticamente atraentes”, frisou.

Os demais são eles: Wesley Kelvy Andrade da Silva, 17 anos, da Escola Estadual Meira Matos, de Aparecida do Rio Negro e Lucas Fidelis dos Santos, da Escola Estadual Ana Macedo Maia, de Porto Nacional.

Concurso 

A Rede Global de Museus da Água é uma organização sem fins lucrativos, com sede em Veneza, Itália, e tem a proposta de reconectar as pessoas à água e a todas as formas de recursos hídricos.

O concurso tem o objetivo de dar visibilidade para as atividades implementadas por museus da água em todo o Planeta.

(SECOM-TO)

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