Como se prevenir contra o câncer de rim

quinta-feira, 18 de junho de 2020 às 15:25
Foto: Divulgação.

Hoje, dia 18 de junho, é celebrado o Dia Mundial de Conscientização sobre o Câncer de Rim. Neste ano o lema da campanha é “Precisamos falar sobre atividades físicas”. O objetivo é incentivar pacientes, cuidadores, familiares, amigos e profissionais da saúde a promover conhecimento, como uma das formas mais eficazes de diminuir as taxas preocupantes do câncer renal.

Estudos mostram que ser fisicamente ativo reduz o risco de câncer de rim em até 22%. Quando diagnosticada a condição em uma pessoa, mesmo uma atividade física moderada pode ajudar nos resultados do tratamento em até 15%, assim como reduzir potenciais efeitos causados pelo câncer, como fadiga, ansiedade, depressão, além de melhorar a qualidade de vida.

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O problema é que três em cada quatro pacientes de câncer de rim não estão praticando atividades físicas. A Academia Americana de Medicina Esportiva e a Sociedade Americana de Câncer recomendam 150 minutos por semana de atividades físicas moderadas, o que corresponde a uma caminhada de 50 minutos, três vezes por semana.

Com cerca de 6 mil novos casos anuais no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (INCA), o câncer de rim é o terceiro tumor geniturinário mais comum no Brasil, sendo que sua incidência é quase duas vezes maior entre os homens. No mundo, de acordo com o levantamento Globocan 2018, da Organização Mundial de Saúde (OMS), são 403 mil novos casos e 175 mil mortes anuais. A doença representa a 10ª maior causa de morte por câncer em homens.

Fatores como idade avançada, tabagismo, obesidade, histórico de doença renal (como cálculo ou cisto) são considerados de risco. O câncer de rim é uma doença silenciosa, que não costuma apresentar sintomas em suas fases iniciais.

“Na maioria das vezes o diagnóstico é feito a partir de outros exames de imagem, como ultrassonografias abdominais e ressonâncias solicitadas por outros motivos médicos (diagnóstico incidental).Quando ocorrem sintomas, os mais comuns são: dor lombar, sangramento urinário, perda de peso e massa palpável na região lateral do abdome. A doença tem alto índice de letalidade quando não diagnosticada em estágios iniciais. Felizmente, quando os tumores são identificados precocemente, são todos potencialmente curáveis”, afirma o urologista Danilo Galante.

Segundo o médico, existem três tipos de tratamentos: nefrectomia parcial, cirurgia indicada para a maioria dos casos, em que somente o tumor é retirado e o restante do órgão é mantido; a crioablação, técnica minimamente invasiva em que são inseridas na pele algumas agulhas guiadas por tomografia ou laparoscopia, que penetram no tumor e com auxilio de gás argônio o destroem por congelamento. É uma técnica com poucas complicações e de recuperação mais rápida. Para tumores maiores, é necessária a retirada de todo o rim (nefrectomia radical) e, em casos de metástase, o tratamento é mais agressivo e inclui cirurgia e quimioterapia.

(Agência Contato Comunicação)

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