Crianças e adolescentes que passam mais de 2 horas com telas digitais podem ter sérios problemas

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020 às 10:33
Criança com celular
Mais de 2 horas por dia com o celular pode causar uma série de problemas de saúde e comportamento. Foto: Reprodução/Pixabay

NACIONAL – A Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP) afirma que duas horas por dia é o tempo máximo de uso de telas digitais recomendado para crianças e adolescentes. Isso porque estudos mostram que o uso descontrolado, precoce e não supervisionado de dispositivos eletrônicos têm causado prejuízos de ordem cognitiva, psíquica e física nos jovens.

Os principais problemas observados foram:

  • deficiências visuais, auditivas e posturais;
  • distúrbios do sono;
  • alterações do humor;
  • isolamento;
  • agressividade;
  • depressão;
  • redução da capacidade cognitiva e produtiva;
  • déficit de atenção;
  • problemas de linguagem;
  • transtornos ligados ao sedentarismo, como obesidade, por exemplo.
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O assunto, inclusive, ainda é motivo de discussão entre os estudiosos. O Manual de Orientação Saúde de Crianças e Adolescentes na Era Digital, publicado em 2016, defende que o tempo de exposição às telas digitais deve ser limitado e proporcional às idades e às etapas do desenvolvimento cerebral-mental-cognitivo-psicossocial das crianças e adolescentes.

Afinal, o uso excessivo de tecnologia pode provocar aumento da ansiedade, dificuldade de estabelecer relações interpessoais, estimular a sexualidade precoce, comportamento violento, causar transtornos do sono e de alimentação, além de provocar baixo rendimento escolar e lesões por esforço repetitivo, entre outros, segundo a SBP.

A orientadora pedagógica do Colégio Marista de Brasília (DF), Maria Stella Machado, alerta para a recomendação. “Esse é um assunto muito relevante e precisamos estar atentos para preservar a saúde de nossos alunos”, afirma.

Para crianças maiores de seis anos e adolescentes, o tempo de tela não deve exceder a duas horas por dia, a não ser em caso de trabalhos acadêmicos, estabelecendo intervalos de descanso e atividade física, restringindo o tempo de jogos online, uso de aplicativos e redes sociais.

Já para as crianças menores de dois anos, é necessário que seja evitado ou até proibida a exposição passiva às telas digitais, com acesso a conteúdo inapropriado de filmes e vídeos, principalmente, durante a hora das refeições ou nas que antecedem o sono. Vale ressaltar que as crianças entre dois e cinco anos também devem ter o tempo de exposição limitado para no máximo uma hora por dia.

“As crianças e adolescentes ainda estão em fase de crescimento e de desenvolvimento cerebral.  É importante protegermos as menores de seis anos, principalmente, pois elas não conseguem separar fantasia da realidade”, alerta Stella.

(Assessoria – Colégio Marista)

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