Ao camarada Mao!

sexta-feira, 3 de maio de 2024 às 15:01
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Foto: Arquivo pessoal

*Por Angelo Cavalcante

O sujeito cínico, demagógico e mentiroso, faz rasgada propaganda dos produtos chineses e se encanta com plantas industriais e fábricas desse país.

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Faz mais…

Embasbacado, se maravilha ante a ligeira, hábil e intermitente produção de máquinas agrícolas do “império do dragão”, por sinal, máquinas de todos os tipos, funções, potências e tamanhos.

A China, não por menos, vende, espalha esses “brinquedos” por todos os cantos e países do mundo.

Deslumbrado, o cabra se espanta ao perceber o vínculo sócio-técnico-produtivo fundo, profundo e inquebrantável entre a produção chinesa e a ciência e que, é claro, produz a partir, sobretudo, de suas universidades.

Cito brevemente, os exemplares cases das Universidades de Pequim e de Tsingua; por lembrança e registro, a primeira é tida como a “Harvard chinesa” e, em 2022, fora eleita a melhor universidade dentre os ditos países emergentes.

Pois sim…

Em outras letras, a produção manufatureira da China é, em si, reflexo, expressão, vínculo e parceria direta, concreta e imediata com o ensino superior desse mesmo e mesmíssimo país.

A relação produtiva chinesa é, em sua inteireza, uma clara e muito bem definida relação acadêmica.

Chineses sabem fazer…

Enquanto no “bananão” brasileiro, o Fla-Flu é entre liberais e intervencionistas ou entre “amantes do mercado” versus marxistas/keynesianos, os “chinos” superaram essa divisão tosca e imbecil; uniram, convergiram essas duas dimensões importantes e fundamentais do mundo econômico e, não por menos, transformaram seu país na principal potência industrial da história. A China virou algo sem paralelo!

Enquanto isso…

Nós, professores desse “cerradão”… Reparem… Estamos aqui, nos esgoelando, nos estressando e descabelando por um salário que, pelo menos, garanta até a segunda semana do infinito mês. Por um Plano que, quem sabe, nos auxilie até o primeiro infarto do tempo derradeiro da vida.

O ordinário com sua vasta cabeleira prateada se abre em risos pela potência alheia mas…

E nós!?

Angelo Cavalcante – Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.

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