Augustinópolis: O que nos trará das entranhas política o ano 2024

terça-feira, 2 de janeiro de 2024 às 08:04
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Júlio Oliveira, Carmem Alcantara, Zé Mendonça, Antonio do Bar e Roni Teodoro. – Foto: Montagem/ Arquivo Voz do Bico

*Por Paulo Palmares

“Política é como nuvem. Você olha ela está de um jeito. Olha de novo já mudou“. A celebre frase do ex-deputado federal, governador de Minas Gerais e ministro José Magalhães Pinto, sempre foi uma definição muito coerente da política brasileira e ilustra muito bem o atual cenário político de Augustinópolis. Há pouco mais de um mês tínhamos um cenário onde o ex-prefeito Júlio Oliveira (PP) era apontado nas hostes oposicionistas como forte concorrente nas eleições municipais deste ano, teoricamente não é mais.

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O professor Júlio Oliveira, até então um neófito na política augustinópolina derrotou em 2012 a ex-prefeita Carmem Alcântara, uma veterana na política local. Prefeito de uma das mais importantes cidades do Tocantins, analisava-se então que o professor se tornaria um grande líder político, consolidando um grupo com potencial não só enfrentar, mas de permanecer “dando as cartas” por um bom tempo tanto na política da cidade quanto regional. Mas quá!!! Que pese o grande volume de obras feitas na cidade durante sua gestão, politicamente teve uma gestão conturbada com a prisão de 10 vereadores e sua inabilidade de cingir as nuances política em seu entorno e consequentemente formar um grupo político forte para lhe prover sustentação futura lhe causou danos.

Vejamos: Com mandato perdeu a reeleição para Antônio do Bar, uma lenda viva da política biquense. Concorreu uma vaga na Câmara Federal em 2022 e já sem um grupo coeso de apoio e o fulgor de luz que outrora despertou, teve 5.409, considerado por muitos uma votação pífia, mesmo ficando como suplente. A pá de cal aconteceu com suas contas rejeitadas pelo Tribunal de Contas do Tocantins (TCE) e confirmada pela câmara municipal, poder onde boa parte de seus membros não nutrem nenhuma simpatia pelo ex alcaide.

Com Júlio Oliveira fora do jogo, exceto por um milagre vindo dos escaninhos dos tribunais, como se fosse um canto da sereia, os olhos se voltam para outros nomes da oposição com potencial de abalar os alicerces da “Casa de Pedra”, sede do governo municipal. O primeiro nome que vem a mente, de forma natural é da ex-prefeita Carmem Alcântara, veterana de várias eleições. Mas… não há movimentação que indicam que ela demonstra algum ânimo para uma eleição de 2024.

Neste mesmo diapasão temos o atual vice prefeito José Mendonça (PDT). Mendonça tem cortado chão e gastado sola de chinela para consolidar seu nome com a força e apoio necessário para viabilizá-lo como candidato a prefeito em potencial. Um dos seus últimos movimentos foi se filiar ao PDT, do vice governador Laurez Moreira. Ainda na mesma toado tem o Partido dos Trabalhadores (PT); é quase certo que não deixará de colocar um nome para apreciação popular e há também um grupo formado por apoiadores do deputado estadual Wiston Gomes, também querendo testar o potencial eleitoral de seus respectivos líderes.

Enfim, e não por fim, temos o mais antigo grupo político de Augustinópolis, liderado pelo veterano Antônio do Bar. O grupo, ou o próprio Antônio do Bar tem duas cartas nas mãos para o jogo que se avizinha. Primeiro ele próprio. Eleito prefeito de Augustinópolis cinco vezes, cumpre seu quarto mandato, fazendo talvez uma das suas melhores gestão. Antônio do Bar, aos 73 anos, goza do direito à reeleição. Mas como de praxe, não toca neste assunto se não no momento que ele vê como propício. Como é uma incógnita ir ou não para a reeleição, o prefeito tem o seu curinga ou a segunda carta. O Empresário Rone Teodoro (PP).

Empresário dinâmico, presidente da Associação Empresarial de Augustinópolis (Assea),  bem relacionado com todos os nomes citados a cima e com bom trânsito nos meios político e em outros seguimento sociais do município,  o jovem empresário Rone Teodoron tem contribuído muito com o crescimento da cidade e é muito próximo do presidente da Assembleia Legislativa, deputado Amelio Cayres. É notório que sabendo dessa possibilidade tem se movimentado nas articulações de bastidores e, caso realmente seja “ungido” pelo prefeito seu candidato a sucessão tenha em suas mãos as condições política necessária não só para segurar todos os membros do grupo como para trazer para junto de si novos nomes que comunguem com seus ideais e ideias política para Augustinópolis.

O pré-jogo já começou, todos estão no aquecimento. Mas não esqueçamos: Como diz este grande bordão do futebol brasileiro dito Valdir Pereira, o Didi, “Treino é treino, jogo é jogo”.  Que entrem em campo quem irá jogar de verdade, o treino estamos vendo como anda, vamos para o jogo.

*Paulo Palmares é editor do portal Voz do Bico e empresário augustinopolino.

O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Portal Voz do Bico. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected]

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