Dada a largada nas eleições da OAB: Campanha eleitoral já começou

sexta-feira, 22 de outubro de 2021 às 15:05
Foto: Divulgação

*Por Paulo Mello

A campanha eleitoral para a disputa de cargos na OAB (Ordem dos Advogados do Brasil) já começou e todas as chapas já registraram as candidaturas de seus representantes, o que os torna aptos para pedirem votos. Em Gurupi, como vínhamos frisando, construiu-se um cenário interessante. Isso porque, embora quase nada tenha mudado desde a pré-campanha, os atritos começam a tomar mais espaço e reabrem rivalidades antigas.

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As três alas apostam em nomes que ainda não haviam disputado a principal cadeira da subseção, tendo a atual gestão lançando Welson Dantas, que foi inesperadamente substituído pelo atual vice-presidente da subseção Elyedson, logo após incongruências em seu registro de candidatura. Mesmo com a mudança dos nomes, o grupo tenta manter seu domínio regional desde o califado de Albery César.

Elyedson está tomando a direção de um veículo em movimento, que vinha sendo guiado de forma diferente ao ser perfil. Welson não tinha papas na língua e mostrava originalidade no uso de argumentos contundentes quando atacava a seccional, mas agora Elyedson precisa ser estratégico, pois tem a oportunidade de representar um grupo que sempre demonstrou força em Gurupi.

O que mais chama a atenção é a curiosidade sobre como Elyedson está lidando com essa mudança, em razão de ter seu nome suprimido no início, haja vista que, o vice é o sucessor natural em quase todas as circunstâncias, assim como foi com Venância. Segundo ele, sua vontade não era disputar a subseção, mas decidiu aceitar o desafio após pedido do grupo. Com essa substituição, ele tem a oportunidade de entrar em campo e decidir se vai desempenhar uma campanha equiparada ao perfil tímido de Venância, incisivo de Welson ou operar com o meio termo.

Em outra equipe desponta como a terceira alternativa Paulo Izidio, que rompeu seu vínculo com a atual gestão na capital da amizade e prega uma nova forma de representar a OAB no grupo de Leonardo Maciel. O que causou surpresa em seus antigos aliados. Izidio chega ao pleito integrando um time sem nomes tradicionais, na tentativa de construir uma terceira via factível, e delimita sua campanha principalmente com os jovens advogados e aqueles que não se sentem representados pela polarização histórica em Gurupi.

No entanto, quem acompanha de perto percebe algumas dissidências no traçado da campanha dele, tais como: não querer vincular a política externa nas eleições da OAB, mas tendo como principal articulador o presidente da Câmara Municipal de Gurupi Rodrigo Maciel, que é advogado e irmão de Leonardo Maciel. Além disso, vale frisar que Izidio tem em seu histórico ligações fortes com integrantes e apoiadores da subseção desde seu berço na advocacia, e os discursos de seu antigo grupo em comparação ao atual são bem diferentes. Posto isso, seus desafios são enormes em comparação com os demais, e seus esforços deverão ser dobrados.

Finalizando as exposições das candidaturas, é importante analisar a imagem de Vitor Schmitz, que surpreendentemente foi disputado por dois grupos nos primórdios das articulações. Vitor era Procurador da Câmara Municipal de Gurupi, sendo na época um nome cotado por Rodrigo Maciel para disputar a subseção pelo grupo de seu irmão Leonardo, mas Vitor preferiu ser candidato pelo grupo de Gedeon, o que resultou em sua saída da procuradoria da casa de leis do município.

A abrangência que envolve o nome do Vitor ainda é uma incógnita, seu perfil não abastece os requisitos que envolvem a articulação e o discurso necessário para amparar uma representação ao cargo disputado. A única alternativa viável é o poder articulatório de nomes experientes que o direcionam, visto que, quando teve 100% de autonomia, acabou se desacelerando na pré-campanha. Schmitz somente se recompôs quando nomes experientes intervieram usando de seu trabalho desempenhado na CAATO (Caixa de Assistência dos Advogados do Tocantins), para reagrupar as forças.

 Adentrando ao ponto da disputa em si, os três nomes proporcionam uma concorrência instigante. Enquanto duas candidaturas dependem de grupos tradicionais para obter êxito, uma rompe laços e aposta no diferente. Como três nomes se apresentam, o diferencial desse pleito será conquistar os votos independentes, o que, até o momento, não será tarefa fácil para Vitor e Elyedson, pois se apresentam como novos, porém sustentados pela polarização.

Paulo Mello é estudante de Direito e consultor político, com capacitação em comunicação política e legislação eleitoral. Escrevendo sobre os principais acontecimentos políticos, regionais e nacionais.

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