Eleições municipais: Eleitores augustinopolinos deverão ter um cardápio farto de opções, ou não?

quinta-feira, 9 de abril de 2020 às 08:30
Montagem Imagem. (Voz do Bico)

AUGUSTINÓPOLIS – As filiações partidárias para os que desejam se candidatarem às eleições municipais de 2020, previstas para 04 de outubro, encerraram no último dia 04 de abril e, no fim, o que podemos observar é uma grande colcha de retalhos que pode servir para cobrir um ou dois candidatos a prefeito, lembrando que Augustinópolis nunca foi prolixo em candidatos a prefeito mas, se tudo ficar como desenhado no momento, haverá candidatos para todos os gostos e opções. Vejamos.

Falando abertamente que será candidato a prefeito e, como se observa, com aparente determinação para tanto, até o momento é Rony Teodoro (PP), que há pouco menos de um ano lançou seu nome como pré-candidato a prefeito e desde então vem costurando na malha política uma candidatura real. Recentemente, ao lado da senadora Kátia Abreu, filiou-se ao Partido Progressista com este propósito. Este dificilmente arredará o pé.

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Também há pouco mais de um ano o funcionário público Gilton Venâncio (PV), o Giltão, tem invadido as redes sociais com várias mensagens sublimares dando a entender seu propósito, que é ser candidato a prefeito, coisa que ele falava abertamente para um círculo de seguidores mais reduzido. Porém, tirando seus ouvintes habituais, poucos acreditavam que sua candidatura prosperaria. Ao que tudo indica, mais uma vez seus simpatizantes ficarão só no desejo. Não terão o que reclamar, foi assim em sua hipotética candidatura a prefeito de Sampaio (2016) e a deputado federal (2018); simplesmente um canto de sereia para ouvidos desatentos.

E a esta questão é matematicamente simples. Giltão se encontra agregado como posto no parágrafo anterior, no PV, como um simples membro, ou seja sem poder mando. Além do vice-prefeito Vanderlei Arruda, estão filiados no PV dez dos atuais vereadores, portanto um grupo que não pode ser ignorado por ninguém e principalmente por um candidato a prefeito e as diretrizes dentro do partido com certeza será dado pelo presidente ou por qualquer um dos vereadores que estão no grupo como Cícero Moutinho, EliaS Madeira, atual presidente da Câmara Municipal de Augustinópolis ou qualquer um outro. E, pelo que se sabe o grupo não nutre muita simpatia pelo Giltão.

O prefeito Júlio Oliveira, recentemente apadrinhado pelo deputado Amélio Cayres, filiou-se ao Solidariedade, mas deixou pairar dúvidas quanto à sua reeleição. Em várias circunstâncias anteriores o prefeito foi categórico ao dizer que não pretendia disputar a reeleição, inclusive empenhado e estimulando apoio à pré-candidatura do empresário Rony Teodoro. Mas todos sabemos que o cenário político muda de momento a momento e em cada passo uma história se conta, enquanto uma verdade se faz outra se enterra. Então neste quesito, pode-se dizer que paira uma incógnita e este enigma talvez não se desvende antes do dia 15 de agosto.

A esperança do povo”, assim Ribamar Pinheiro, pré-candidato do Partido dos Trabalhadores, tem se colocado para o eleitorado.  Os que conhecem a história do PT e de sua militância sabem perfeitamente bem que o partido não se coloca como coadjuvante em nenhuma eleição. Quer o protagonismo. Portanto, ninguém os espere para somar, terão que ir para somar com eles. Em resumo, a candidatura petista será uma realidade.

Em outro quadrante, temos os ex-prefeitos Antônio do Bar e Carmem Alcântara, dois nomes históricos que se rivalizam há muitos anos na política augustinopolina. O primeiro recentemente assinou ficha de filiação no Partido Social Cristão (PSC) e foi lançado pelo presidente da legenda no Tocantins como pré-candidato a prefeito. Se fez de desentendido e até o momento não disse nem que sim, nem que não. Mas todos sabem que, com os mais de trinta anos na política local e regional, seu nome tem peso e impõe respeito aos adversários.

Com a ex-prefeita Carmem Alcântara (MDB), a história não é diferente. Apesar de até o momento ela também não ter se manifestado publicamente que irá disputar mais uma eleição, assim como Antônio do Bar, tem um eleitorado cativo e força política que também impõe respeito aos adversários. Ela e o seu marido, o também ex-prefeito de Augustinópolis José Anacleto, têm densidade política, portanto, condições de ir para o enfrentamento sem qualquer pestanejar.

O Cidadania, antigo Partido Popular Socialista (PPS), tem como pré-candidato a prefeito o ex-vereador Mozar de Lima. Dirigido no município há anos por João Sapateiro, o presidente da legenda garante que o partido –  que inclusive lançou Manoel Queiroz como candidato a deputado estadual em 2002 – irá até o final com sua candidatura a prefeito. Veremos.

Soltos e à espera de convites para um faustoso jantar regado a todas as iguarias que os banquetes políticos oferecem, tem o PSL, liderado pelo ex-vereador José Mendonça, que pode levar a tiracolo pelo menos dezessete candidatos a vereador. O grupo é apadrinhado pelos deputados estadual Fabion Gomes e Vanda Monteiro e pelo ex-deputado Iderval Silva, que pode, caso não haja um convite interessante de um o candidato a prefeito que seja simpático ao grupo, ser o candidato a prefeito, assim como o empresário Fernando Mendonça consta da lista de prefeituráveis do PSL.

Nesta mesma encruzilhada se encontra o PSB do empresário Agamemnon Pellegrini, que a princípio diz que será o candidato a prefeito, ao mesmo tempo que diz ser é muito cedo para dizer que não abre mão da candidatura própria, não descartando no futuro o partido recuar e apoiar outro nome para a disputa majoritária. Pellegrini informa que o partido atualmente tem pelo menos dez pré-candidatos a vereador, mas que este número pode ser maior, é apadrinhado do ex-prefeito de Palmas Carlos Amastha e do ex-juiz Marlon Reis.

Ainda tem o Democrata. Conforme o ex-vereador Sadoc Lopes Paixão, presidente da Comissão Provisória, o partido tem entre 12 a 14 pré-candidatos a vereador, adiantando que o grupo não tem e possivelmente não terá candidato próprio a prefeito, mas estuda mais à frente uma composição com um candidato majoritário. O PTB, do vereador Antônio Feitosa, também se apresenta com mais de 10 pré-candidatos a vereador, porém sem candidato a prefeito, portando outros que espera um convite para dois dedos de prosa.

Bem, todos estão a postos e organizados, se aquecendo com as conversas de bastidores que serão muitas e intensas até o dia 15 de agosto, data limite para os registros de candidaturas. Ou seja, somente dia 16 de agosto teremos a batida do martelo pela Justiça Eleitoral sacramentando quem de fato estará nos palanques para as aguardadas eleições municipais de 2020. Quem viver, verá.

(Portal Voz do Bico)

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