Greve do quê?

quarta-feira, 27 de setembro de 2017 às 11:23
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Foto: internet

*Por Marcos Milhomens e Jerferson Nascimento

Chegou ao fim, na noite desta terça-feira, 26, a greve dos trabalhadores da Educação do Município de Palmas que durou exatos 21 dias.

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Rodeada de contradições e questionamentos, pouco se sabe sobre o que de fato motivou esta greve. O SINTET – Sindicato dos Trabalhadores em Educação do Estado do Tocantins responsável pelo movimento grevista, fez muito barulho, não explicou nada e como diria a expressão popular “Fez tempestade em copo d’água”. Sempre bom reiterar que o direito à greve é absolutamente legítimo. Direito constitucional do servidor público. Mas precisamos ter clareza e compreender algumas questões relevantes.

A primeira grande contradição: O salário do servidor público da educação em Palmas é o segundo melhor do país. Todos os salários, direitos e garantias são pagos rigorosamente em dia, estas informações são públicas, facilmente constatadas.

A segunda grande contradição: Uma bandeira reivindicatória do SINTET era o pagamento da data-base, mas também é informação pública que quase 70% dos servidores receberam o pagamento da data-base e os 30% restantes irão receber até dezembro deste ano.
Abre parêntese.

Palmas é a única capital e uma das poucas cidades do Brasil (não conheço outra) que pagou a data-base do servidor e apresentou um calendário de pagamento do restante.
Fecha parêntese.

Algo que particularmente me chamou muita atenção nesta greve foi o “tom” dos discursos adotados pelo SINTET. A Câmara Municipal de Palmas foi ocupada e repleta de faixas e cartazes com dizeres do tipo “Esse Prefeito que não dialoga quer ser Governador” À frente do prédio havia um carro de som com jingles (músicas de campanha) muito bem produzidos com paródias curiosas tipo: “E ainda por cima esse Prefeito quer ser governador”

Me corrijam se eu estiver errado, mas o que isto tem a ver com a pauta da educação?

Se isto não for uma motivação meramente politiqueira, outra coisa não é.

Outro fato também, no mínimo curioso, é que depois que a imprensa começou a ventilar o nome do Prefeito para uma possível candidatura ao governo do estado, quando seu nome apareceu liderando a primeira pesquisa da Associação Comercial e Industrial de Palmas – ACIPA, a “bruxa ficou a solta”. A velha política entrou em polvorosa. Agitação total. Procurando “pêlo em ovo”.

Aquelas velhas práticas que já conhecemos muitíssimo bem.

Como disse acima, precisamos ter clareza.

Daqui em diante, mais ainda.

Marcos Milhomens e Jerferson Nascimento.

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