
*Por Angelo Cavalcante
As aulas começam hoje…
Hoje, justamente no dia de hoje, teremos recepções, encontros, abraços e saudações! É normal… Esses hábitos são próprios, específicos do período e, de verdade, seria estranho se não acontecessem.
Por outro lado, “_há uma pedra no meio do caminho!_”. Uma imensa, dura e pesada pedra a empatar a passagem, o fluxo, a dinâmica da própria Universidade.
No momento em que rabisco essas letras o Sindicato dos Professores está com um oceano, uma plêiade de demandas e que o atual governo faz cínicas e desavergonhadas vistas.
Há, por exemplo e lembrança, a demanda por salário justo, há a necessidade por correção desse mesmo salário, ao fim, o arroz, o feijão e o creme dental sobem de preço todo o tempo; há o candente pleito por efetivo plano de cargos e salários para você, é óbvio, chamar de seu; faltam garantias para o exercício da profissão, ao fim, sempre há um “jênio” liberal, um hominídeo das reengenharias de gestão pleiteando por terceirizados, precarizadados e algumas “sacrossantas” OS’s.
É isso…
E lembro… Aproveito para fazer memória de que professores comem, moram, tomam remédios, ficam tristes, precisam de algum lazer, necessitam de adquirir livros, precisam viajar para congressos, carecem de roupas, sapatos, meias e agasalhos.
Sim… É verdade! E digo mais… Professores não são assexuados, vivem em grupos, em comunidades, possuem companheiras e companheiros, filhos e, não raro, tem pais com idade avançada e que, é claro, carecem de apoio.
Professores não são miragens; não são ilusões de ótica, não são, nunca são feitos e constituídos por inteligência artificial; nós não somos um _software_…
Jamais, jamais e jamais admitam esse tipo de visão.
Professores, ora, ora… São reais e… Se movem!
O semestre letivo apenas começa e coisas estão por vir… Sem respeito não se vive!
Angelo Cavalcante é Economista, professor da Universidade Estadual de Goiás (UEG), Itumbiara.
O texto acima expressa a visão de quem o assina, não necessariamente do Portal Voz do Bico. Se você quer publicar algo sobre o mesmo tema, mas com um diferente ponto de vista, envie sua sugestão de texto para [email protected]












