OAB-Pará vai pedir impeachment de Bolsonaro

sexta-feira, 3 de julho de 2020 às 15:00
Imagem: Reprodução.

PARÁ – A seccional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB) no Pará aprovou nessa quinta-feira, 2, parecer favorável ao pedido de impeachment do presidente Jair Bolsonaro. A decisão será encaminhada ao Conselho Federal da Ordem. Confira o documento na íntegra.

O posicionamento da Ordem é aguardado com expectativa no Congresso. Parlamentares da oposição acreditam que um pedido da OAB obrigaria Rodrigo Maia (DEM-RJ) a dar início ao processo de impeachment.

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Entre os argumentos usados pela seccional para recomendar o pedido de impeachment estão suspeita de interferência na Polícia Federal, declaração e participação em atos pró-ditadura e contra os poderes Legislativo e Judiciário e “atuação danosa e irresponsável” no combate à pandemia. Por 31 votos a quatro e uma abstenção, os conselheiros paraenses concluíram que o presidente cometeu crimes de responsabilidade.

“Restando provado que o Presidente da República tenha realmente tentado ter acesso às investigações em curso na Polícia Federal, para atender interesses pessoais, mormente por envolver seus filhos ou amigos, usando como expediente a troca do comando geral ou no âmbito estadual da instituição, vulnera-se os princípios da legalidade, da impessoalidade, da moralidade do ato administrativo”, diz trecho do parecer.

A OAB-PA afirma que o presidente incorre em crime de responsabilidade também ao “fazer coro e ter participação direta a cada domingo, em Brasília, acenando e congratulando com aqueles que desprezam, em absoluto, os preceitos democráticos”. “A gravidade dos fatos é o tanto enorme quanto aterradora, isto porque, as evidências desnudam que a participação ativa do presidente não se dá tão somente com a sua mera participação ao fim das manifestações antidemocrática – o que já seria gravíssimo afirma-se. Mas os desígnios antidemocráticos e atentatórios à Constituição da República são ainda mais contundentes com a participação pessoal do presidente na convocação destas manifestações que se sucedem.”

(Congresso em Foco)

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