Concurso da PC completa quatro anos sem expectativa de novas nomeações

segunda-feira, 12 de Fevereiro de 2018 às 15:18
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Divulgação

TOCANTINS – Com edital publicado em fevereiro de 2014, o concurso da Polícia Civil do Estado do Tocantins completa quatro anos e segue se previsão de novas nomeações de aprovados. Ainda restam 37 candidatos aprovados para o cargo de perito criminal, 78 para o cargo de escrivão e 41 para delegado de polícia para serem nomeados.

Os candidatos aprovados no certame enviaram, no mês de janeiro, um ofício ao secretário de Segurança Pública, César Simoni, solicitando um cronograma de nomeações por parte do Estado. Mas até o momento esse cronograma não foi divulgado.

O concurso se arrasta por quatro anos com nomeações parceladas por parte do governo estadual e sem a publicação de nenhum cronograma que defina quando elas irão ocorrer. Essa incerteza tem deixado os candidatos a mercê da boa vontade da administração pública.

A longa espera, segundo o aprovado para o cargo de perito criminal Diêverson Reis, só não é maior do que a frustração de quem aguarda ser convocado. Para ele, a demora já ultrapassou todos os limites e a falta de compromisso por parte do governo não apenas com os candidatos, mas principalmente com a população.

“O Estado gastou dinheiro com o concurso, gastou com o curso de formação e agora não responde sobre a convocação final dos aprovados. Mostra falta de compromisso com a segurança pública e com o povo do Estado que vive com medo da ação de bandidos e criminosos que continuam soltos porque a polícia investigativa não tem um contingente suficiente para executar seu trabalho”, destacou Diêverson.

Na última quarta-feira (7), o presidente da Associação Tocantinense de Municípios (ATM-TO), Jairo Mariano, se reuniu com integrantes da comissão dos aprovados e defendeu a nomeação imediata dos aprovados na seleção.

“Os municípios precisam de polícia repreensiva e, também, de polícia preventiva. A Polícia Civil deve estar ativamente presente nas pequenas cidades, à disposição para eventuais ocorrências. Em algumas situações, os policiais militares precisam deslocar mais de 100 quilômetros para registrar uma ocorrência, sendo que em muitos casos as cidades ficam completamente desassistidas de guarnições policiais”, relatou o presidente da ATM.

Nomeações

Na primeira chamada, em maio de 2017, o governo convocou 53 candidatos para o provimento dos cargos de delegado, 13 médicos legistas, 35 peritos, 63 escrivães, 44 agentes e 26 necrotomistas.

Já no segundo semestre, o Estado nomeou cinco peritos, 31 delegados e 50 escrivães. No entanto, conforme o edital, o Executivo ainda deve convocar os 175 aprovados remanescentes. (Redação Voz do Bico, com informações da Assessoria) 

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