Eleições municipais: 2020 é bem ali

quarta-feira, 2 de janeiro de 2019 às 10:20
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Prefeitura de Augustinópolis, objeto de constante desejo. – Foto: Paulo Palmares/ VB

*Por Paulo Palmares

Quantos candidatos a prefeito os augustinopolinos terão em 04 de outubro de 2020? Resposta muito difícil de se responder. A julgar ou dá ouvido aos alaridos que ecoam pelas esquinas, botecos, vielas, bancos de praças e, em especial, nas redes sociais, serão muitos.

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São apenas dois degraus para se chegar até o hall de entrada do Palácio das Palmeiras – sede do governo municipal. No entanto, para se chegar até a estes dois degraus existe um longo e tortuoso caminho a ser trilhado. E não é uma trilha para amador, mesmo que por vezes o acaso e fatores momentâneos, típicos da política, possam levar amadores até a Casa de Pedra.

Outra pergunta que não quer calar e se repete muito nos espaços das discussões políticas onde quer que elas ocorram: A eleição do “novo” Júlio Oliveira, em 2016, suscitou a aposentadoria da velha guarda do cenário político do “Centu du Ogustu”? Antônio do Bar, Iderval Silva, Zé Anacleto, Carmem Alcântara, Manoel Queiroz…

Caso não, que peso terão nesta nova paisagem política que se desenha à luz das mais inovadoras tecnologias de comunicação, como Facebook, WhatsApp, Instagran, twitter, etc e tal? Caso fiquem de fora do jogo, quem serão seus pupilos? Brotarão outros nomes deste fértil solo político que não os ungidos pelos velhos caciques? Se sim, quem seriam?

Vamos aqui fazer alguns exercícios de adivinhações! Vamos começar pelo atual alcaide, Júlio Oliveira. O atual gestor municipal é, teoricamente, candidato nato, razão pela qual não se pode fazer nenhum exercício de adivinhação política para o futuro sem colocá-lo no meio do baralho. Oliveira, assim como a maioria dos que estão à frente de cargos público tem o desgaste natural que o cargo impõe, em razão de vários fatores, porém não é incomum vermos gestores com alto índice de aceitação popular.

Em detrimento destes fatores, Júlio Oliveira tem um estilo próprio e peculiar, porém pouco “político” de exercer seu mandato. Caso decida de fato pleitear a reeleição, precisará dá passos largos no campo da política, da imagem pública, das relações intersociais, entre outras coisas, para de fato viabilizar com consistência sua reeleição e, principalmente, consolidar um grupo para “chamar de seu”. E para fazer esta omelete ter sabor de vitória, terá que quebrar muitos ovos. E destes, muitos estarão podres, o que causará um odor muito desagradável no ambiente. Em resumo: Terá que ter muita, mais muita habilidade política para cair na graça do povo de novo. Veremos!

Voltemos às origens! Antônio Cayres de Almeida, o Antônio do Bar, disputará sua quinta eleição ou confirmará sua “aposentadoria”? Pessoas próximas, membros da família e o próprio já disseram para alguns interlocutores que o ex-prefeito realmente não pretende estar no páreo nas eleições municipais de 2020; por outro lado, alguns dizem que ele não tem pressa e no momento conveniente fará rufá os tambores, e os seguidores de sempre cairão na dança com ele com o fervor de sempre.

Mas digamos que ele de fato anuncie sua “aposentadoria” política, ele ficará quieto na varanda de sua casa vendo a banda passar cantando os enredos que ele conhece de cor e salteado? Duvido “deodó”. Com Antônio do Bar ou sem Antônio do Bar, os Cayres com certeza não ficarão de fora da festa política. Se farão presentes como sempre ou apoiando ou próprio Júlio Oliveira ou apresentando um nome da família. E quem seria?

Bem, teorias conspiratórias é o que não faltam. Se é real ou puro delírio de alguns é outra história. Vamos começar pela mais esdrúxula! Caso o Antônio do Bar não seja candidato, dizem, o deputado Amélio Cayres estaria de prontidão para visitar casa por casa em busca do voto augustinopolino. Sem maiores comentários. Na página seguinte dos cronistas da vida política augustinopolina citam o nome do empresário Luciano Cayres, sobrinho do Antônio e do Amélio; da advogada e presidente do Sindicato Rural de Augustinópolis Cássia Rejane Cayres; e, por fim, do jovem estudante Marcos Augusto, o Marquinho, neto do Antônio do Bar.

Luciano, na eleição passado tentou ser candidato a vereador, mas os arranjos políticos terminaram deixando ele de fora. Se tiver a bênção da família, é bem provável que não vai afrouxar os arreios. A Drª Cássia tem alma e vida própria, tanto no exercício de líder sindical como na vida profissional. Caso recebe a unção da família para este desafio unirá o útil ao agradável e também é certo que não deixará o cavalo passar encilhado. Quanto ao jovem Marquinho, pelo seu perfil, com certeza é uma carta certa que entrará no jogo, mas dificilmente agora.

Levando na bagagem várias derrotas nas disputas política municipal, também não dá para acreditar que a ex-prefeita Carmem Alcântara e o marido, o ex-vereador e ex-prefeito José Anacleto ficarão na plateia. Tanto é que nas últimas eleições estiveram na linha de frente da Campanha do deputado estadual Jair Farias e da campanha do governador Mauro Carlesse. Fazendo uso de um dito popular, resumo: Estes santos querem reza, e, com certeza na hora que tirarem a viola do saco e dedilharem as primeiras notas, agregarão em torno de ambos consideráveis forças política com condições, assim como de todas as vezes anteriores, de disputar o pleito ombro-a-ombro com quem quer que seja.

Iderval Silva, deputado por quatro vezes e há quatro anos sem mandato, é outro que é lembrado nas rodas de conversa política. Em 2014, em plena campanha, na busca por seu quinto mandato, Silva jogou a toalha para apoiar a candidatura do deputado Eduardo Siqueira Campos. Nos meses seguintes se apresentou como candidato a prefeito de Augustinópolis para o pleito de 2016, onde teria apoio da família Cayres, então no comando do município na pessoa de Dona Deijanira Almeida, mulher do Antônio do Bar.

Como pré-candidato, o ex-deputado chegou a realizar várias visitas e a falar dos seus propósitos em seu, hipotético, governo municipal. Mais uma vez jogou a tolha faltando poucos dias para as convenções municipais, e, ato contínuo foi apoiar a candidatura de Carmem Alcântara. O resultado todos sabem. Politicamente falando, não caiu ainda no ostracismo político, mas, popularmente falando, anda com um balão de oxigênio e por isso é bem provável que não tenha fôlego político para montar um grupo realmente competitivo, mas ainda tem uma certa “postura” política para embaralhar as cartas e influenciar no jogo. Zé Mendonça, ex-vereador e ex-vice-prefeito, um de seus fiéis escudeiros deverá estar de plantão.

Ainda alimentando o imaginário e divagando com as hipóteses das férteis mentes dos cronistas que estão constantemente de plantão nos espaços já citados, mas em especial nos botecos da cidade, é aventado vez por outra o nome do empresário Rony Teodoro, que inclusive foi convidado por Antônio do Bar para ser candidato, em 2016, quando Iderval Silva deu de ombro para o convite do ex-prefeito. Rony é um jovem empreendedor de sucesso, tipo “boa praça”, dependendo das nuvens pode chover em seu roçado e conforme o que for semeado, florir bem e dá bons frutos.

Cristão Novo na seara política do “Centu du Ogustu”, Gilton Venâncio, o Giltão, já colocou a banda na rua e rufou os tambores. Chegou à estas plagas como mobilizador político das campanhas do ex-governador cassado Marcelo Miranda. Estabeleceu alguns vínculos de amizades e pegou gosto pela região. Trás nos alforjes duas desistências de candidatura. Primeiro em Sampaio. Nesta cidade criou partidos, fez reuniões e manifestou tanto pessoalmente como nos sites noticiosos da região que disputaria a prefeitura. Jogou a toalha mais cedo do que se imaginava. Reapareceu na campanha do atual prefeito Júlio Oliveira como um dos mobilizadores.

Dois anos depois, já com domicílio em Augustinópolis, com uma trupe de companheiros, percorreu vários bairros da cidade e promoveu reuniões anunciando sua pré-candidatura como deputado federal. Bem… mais uma vez Giltão decorou o texto, ensaiou, chamou os expectadores, mas na hora “H” não subiu no palco, ficou nas coxias. Agora é esperar para ver se seus tambores rufarão até o dia quatro de outubro de 2020 ou se serão recolhidos para que outros passem.

Ainda alimentado pela fertilidade das hipóteses dos cronistas de plantão, se fala no nome do vereador e ex-presidente da Câmara Municipal de Augustinópolis, Cícero Moutinho, que inclusive não esconde de ninguém seu desejo de sentar na cadeira Nº 01 da Casa de Pedra. O vice-prefeito Vanderlei Arruda é outro nome comumente citado. Seu gosto pela política é notório e, se encontrar quem o auxilie a fazer uma fogueira, com certeza fará seu braseiro em volta da mesa de jogo e pode incomodar.

Arrudiando” a mesa e prontos para entrarem no jogo com certeza estarão o ex-deputado estadual Manoel Queiroz, Cláudio Monteiro, Vilma Queiroz e Herculano Ribeiro. Estes três últimos foram candidatos a deputado estadual nas últimas eleições. Não tiveram, tanto individualmente quanto juntos, uma votação que se pode chamar de expressiva, mas no jogo paroquial, não poderão ser ignorados. Por fim, temos o PT, que, conforme já pontuado pela cidade, pode lançar um nome, e este nome seria do locutor e autônomo Ribamar Pinheiro.

Pois bem, com certeza podem aparecer outros nomes, o tempo dirá, mas no momento estes são os principais nomes que estão na boca do povo. Até as convenções, em agosto de 2020, todo este cenário que hoje vemos poderá estar completamente mudado, mas é certo que muitos dos atores citados estarão em cena ou sentados à mesa do jogo.

Mas vamos ao resumo da ópera. Júlio Oliveira está sentado no trono do Palácio das Palmeiras, ou a Casa de Pedras, como outros chamam, com o cetro na mão e a coroa na cabeça. Seu reinado tem dia e hora marcados para acabar. Se vai acabar melancolicamente ou radiantemente jubiloso, cabe a ele e tão somente a ele. Continuar à frente do reinado do “Centu du Ogustu”, também cabe e depende tão somente e exclusivamente dele.

O bom gestor, o exímio administrador sempre tem e sempre terá o respeito e a aclamação popular. O hábil e competente político não perde eleição, e muito menos reeleição. O povo sempre estará ao seu lado, simples assim

Então meus caros pré-candidatos, viva 2020, porque 2019 vai passar como um raio!

*Paulo Palmares é bacharel em Direito e diretor responsável do Portal Voz do Bico.

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