Luiz Flávio Gomes prega “faxina total em 2018” durante palestra no 6º ENAP em Augustinópolis

sexta-feira, 5 de maio de 2017 às 13:00
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“O machismo é uma organização de poder, nós mulheres também somos machista e as vítima”, diz a professora  Alice Bianchini

A advogada catarinense Alice Bianchini discorreu em sua palestra durante a abertura do 6º Encontro Acadêmico Profissional (ENAP), na noite deste dia 04, promovido pelos acadêmicos de direito da Unitins, sobre o grande desafio para a eficaz aplicação da Lei Maria da Penha e a questão cultural, abordando principalmente comportamentos tidos como naturais no ambiente doméstico, que tem as mulheres como vítimas preferenciais de maneira direta ou dissimulada.

Com este mote a advogada, uma das maiores autoridades brasileiras sobre o assunto, discorreu sobre a igualdade de gêneros, traçando um cenário do preconceito atrelado à questão feminina no Brasil. Apresentou dados comprovando vários fatores associados aos altos índices de violência contra a mulher no Brasil, informando que o país é a quinta nação que mais mata mulheres no mundo.

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FAXINA GERAL

Já o professor e jurista Luiz Flávio Gomes, em sua palestra falou didaticamente sobre o cenário e os atores da política nacional, que ele classificou como sendo  “Os cleptocratas do poder e a Lava Jato”.  Para o professor é necessário fazer uma “faxina geral” no cenário político brasileiro e, para isto, conforme o que tem pregado, não eleger em 2018 nenhum político que tenha seu nome envolvido em corrupção. “A solução está aqui”, disse ele, mostrando o dedo indicador. “Em 2018 esta deve ser nossa arma para faxinar tudo quanto é corrupto que tem na praça. Façam uma faxina geral”, pediu.

“Temos um governo de bandido e o que nos falta em todos os setores da sociedade é ética e moral para mudarmos o estado das coisas”, frisou LFG

Falando sobre o Brasil, LFG, como também é conhecido, disse que a nação brasileira corre o risco de “morrer antes de conhecer a civilização”, apontando como responsáveis os políticos e grandes conglomerados empresariais corruptos. “Empoderados  econômicos usam o dinheiro para comprarem políticos corruptos e desta forma impedem as instituições de funcionarem adequadamente”, acrescentando que o país chegou ao nível de corrupção endêmica que se chegou devido todas as instituições “terem falhado redondamente em sua missões nos últimos trinta anos”.

Por fim o jurista apontou algumas falhas nos atos do juiz Sergio Moro, ressalvando que a Lava Jato “está submetendo ao império da Lei um ‘poder’ que se julgava  acima de todos, inclusive da lei”. Para 2018 o jurista pontuou que haverá quatro tipos de votos ou de eleitores. O 1º é o voto denominado por ele de “serotonina”, que é o hormônio da satisfação. Este é o eleitor do Lula. O 2º é o voto “Marina”, eleitores da ex-senadora Marina Silva, que a segue de qualquer maneira. O 3º é o “voto toxina”. Este eleitor, conforme ele, “quer vê o circo pegar fogo; chutar o pau da barraca”; está “P” da vida  e é eleitor do deputado federal Bolsonaro . E o 4º é o “voto Faxina”. Para este eleitor ainda não há o candidato ideal.

No seminário também falou o juiz de direito titular da Comarca de Augustinópolis dr. Jefferson David Asevêdo Ramos. Muito sucintamente discorreu sobre a morosidade da justiça, colocando que “somos uma sociedade litigiosa”, razão pela qual os fóruns estão abarrotados de processos. “Vamos na contramão da efetividade na celeridade da justiça”, ajuizou, acrescentado que há necessidade de meritocracia no âmbito do judiciário e que juiz não resolve tudo.

Para o dr. Jefferson David o judiciário para ser mais célere precisa de meritocracia para mudar a concepção da instituição

 

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