
PALMAS – O Ministério Público Eleitoral fez um novo pedido de cassação do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), e do vice-governador, Wanderlei Barbosa (PHS). O pedido foi feito pelo procurador da república Álvaro Manzano e se baseou no ato do governador que extinguiu mais de 15 mil contratos temporários no dia 1º de janeiro. O pedido foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral e deve ser analisado no fim do recesso do poder judiciário.
Conforme o MP, a extinção dos contratos é um indício de que eles nunca foram necessários e foram feitos apenas por questões eleitorais. “Essa ação demonstra cabalmente que as condutas abusivas praticadas pelos requeridos nas eleições suplementares, tais como a contratação excessiva de servidores temporários, foram estendidas às eleições estaduais, desequilibrando o processo eleitoral a seu favor”, ressalta o procurador na ação, que pede a realização de novas eleições no Tocantins.
Por meio de nota, o Governo do Tocantins disse que não cometeu nenhum ato para infringir as leis eleitorais e que está passando por uma reforma administrativa. O governador afirmou que não vê sentido na ação do MP.
Nota do governador na íntegra:
O Governador cumpriu estritamente as determinações da Justiça Eleitoral e também do Tribunal de Contas. Portanto, não foi praticado nenhum ato que tenha infringido as leis eleitorais. Tanto que somente agora em Janeiro, após o fim do período vedado pela Justiça Eleitoral, o Governo iniciou o processo de reforma administrativa e enxugamento da máquina com a extinção de cargos temporários e comissionados em excesso.
Por isso, o Governo não vê sentido nesta ação proposta pelo MPF e que acredita no trabalho da Justiça.
Assessoria de Imprensa
Gabinete do Governador












