Ministério Público Eleitoral pede cassação do governador após extinção de 15 mil contratos

terça-feira, 8 de janeiro de 2019 às 08:56
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 Foto: Esequias Araújo/Governo do Tocantins

PALMAS – O Ministério Público Eleitoral fez um novo pedido de cassação do governador do Tocantins, Mauro Carlesse (PHS), e do vice-governador, Wanderlei Barbosa (PHS). O pedido foi feito pelo procurador da república Álvaro Manzano e se baseou no ato do governador que extinguiu mais de 15 mil contratos temporários no dia 1º de janeiro. O pedido foi encaminhado ao Tribunal Regional Eleitoral e deve ser analisado no fim do recesso do poder judiciário.

Conforme o MP, a extinção dos contratos é um indício de que eles nunca foram necessários e foram feitos apenas por questões eleitorais. “Essa ação demonstra cabalmente que as condutas abusivas praticadas pelos requeridos nas eleições suplementares, tais como a contratação excessiva de servidores temporários, foram estendidas às eleições estaduais, desequilibrando o processo eleitoral a seu favor”, ressalta o procurador na ação, que pede a realização de novas eleições no Tocantins.

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Por meio de nota, o Governo do Tocantins disse que não cometeu nenhum ato para infringir as leis eleitorais e que está passando por uma reforma administrativa. O governador afirmou que não vê sentido na ação do MP.

Nota do governador na íntegra:

O Governador cumpriu estritamente as determinações da Justiça Eleitoral e também do Tribunal de Contas. Portanto, não foi praticado nenhum ato que tenha infringido as leis eleitorais. Tanto que somente agora em Janeiro, após o fim do período vedado pela Justiça Eleitoral, o Governo iniciou o processo de reforma administrativa e enxugamento da máquina com a extinção de cargos temporários e comissionados em excesso.

Por isso, o Governo não vê sentido nesta ação proposta pelo MPF e que acredita no trabalho da Justiça.

Assessoria de Imprensa
Gabinete do Governador

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