Após acordos, dois idosos de Gurupi são reconhecidos por seus pais biológicos

terça-feira, 19 de junho de 2018 às 11:18
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GURUPI – Dois idosos com mais de 60 anos conseguiram o reconhecimento de paternidade, mediado pelo servidor Caio Henrique de Araújo, da DPE-TO de Gurupi, supervisionado pela defensora pública Rudicleia Barros da Silva, coordenadora interina do Numecon de Gurupi.

O vaqueiro Otaciano Almeida, 61 anos, foi reconhecido por seu pai biológico em um acordo de reconhecimento de paternidade realizado no último dia 14. De acordo com a Defensora Pública, não houve dúvida de nenhuma das partes acerca da paternidade, sendo dispensado até mesmo a realização do exame de DNA.

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Segundo a defensoria, o acordo foi encaminhado para averbação ao cartório de registro civil do município de Dueré, com o intuito de acrescentar o nome do pai na documentação, bem como dos avós paternos. O nome de Otaciano também ganhou o sobrenome do pai.

Cícera Alves Macedo, 60 anos, também foi reconhecida pelos pais biológicos por meio de acordo de retificação de registro civil por negatória de paternidade, realizado este mês em Gurupi. Cícera foi registrada quando criança, mas após realização de exame de DNA, descobriu que a pessoa que a registrou não é seu pai biológico. Com a negativa de paternidade, ela passou a buscar pelo pai biológico, busca que foi concluída após exame de DNA. Desta forma, foi feita a retificação do registro de nascimento, acrescentando no nome de Cícera o sobrenome do pai.

De acordo com a defensora pública Rudicleia Barros, o reconhecimento da paternidade pode ser feito sem custos e a qualquer tempo, sendo solicitado pela mãe, pelo próprio filho maior de 18 anos ou, ainda, pelo pai que deseja confirmar sua paternidade. Para o reconhecimento sem judicialização do caso, todas as partes devem estar de acordo, como ocorreu nos casos de Otaciano e Cícera. (Redação Voz do Bico, com informações da DPE)

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