No Tocantins, mais de 40 mil trabalhadores tiveram contrato suspenso ou redução de jornada durante a pandemia

quinta-feira, 15 de outubro de 2020 às 09:29
Foto: Eliel Nascimento/Divulgação.

TOCANTINS – Durante a pandemia de coronavírus, 41.422 tocantinenses tiveram a jornada de trabalho reduzida ou o contrato suspenso, segundo o Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged). As medidas foram autorizadas pelo Congresso Nacional e pelo governo federal para tentar conter a perda de postos de trabalho durante a crise sanitária. O levantamento foi realizado entre abril, quando as medidas começaram a valer, e setembro.

Em todo o Brasil, mais de 9,7 milhões de pessoas passaram pela mesma situação. A validade deste tipo de acordo foi prorrogado até o dia 31 de dezembro. Desde que foi criado, o chamado Benefício Emergencial de Preservação do Emprego e da Renda (BEM) foi prorrogado duas vezes. A estimativa do próprio governo é que com a medida, 10 milhões de trabalhos serão preservados.

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No cenário nacional, o Tocantins é um dos estados que menos teve acordos do tipo, a frente apenas do Acre, Amapá e Roraima. O número pode ser explicado tanto pelo tamanho da população quanto pela recuperação econômica que o estado apresenta no pós-pandemia.

O Caged mostra ainda que o Tocantins entrou no terceiro mês consecutivo de geração de empregos em agosto e conseguiu aumentar o número de postos de trabalho mesmo com relação ao período anterior à pandemia. No mês, o saldo entre demitidos e admitidos mostra que houve criação de 2.040 vagas, o melhor resultado do ano.

Entre junho e agosto o estado conseguiu recuperar todos os postos de trabalhos perdidos na fase mais aguda da crise. Na comparação com janeiro, há 2.673 vagas a mais, alta de 1,41%. O número vai na contramão do cenário nacional, em que foi registrada queda de 2,2%, com quase 850 mil empregos a menos desde janeiro.

(Fonte: G1)

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