Tocantins foi o 4º estado brasileiro com maior número de casos de afogamento em 2020

quarta-feira, 13 de janeiro de 2021 às 17:55
Bombeiros militares em ação de busca por vítimas de afogamento no Tocantins. Foto: Luiz Henrique Machado.

TOCANTINS – O Tocantins fechou 2020 em quarto lugar no ranking nacional de mortes por afogamento, com aumento de 28,07% em comparação com 2019. A estatística foi apresentada pelo Corpo de Bombeiros Militar. Segundo o órgão, 73 pessoas morreram afogadas no ano passado, sendo 57 em 2019, ou seja, 16 ocorrências a mais.

Durante todo o período, o Corpo de Bombeiros Militar fez alertas para que os banhistas evitassem locais perigosos, sem a presença de salva-vidas e sem sinalização de segurança. Ainda assim, os números não pararam de subir. Em abril, quando vários estabelecimentos estavam fechados por causa do isolamento social, nove pessoas morreram em rios tocantinenses. Em setembro, 13 foram a óbito.

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“Em 2020, o comportamento da população praieira foi atípico. Os pontos urbanos de lazer, em virtude da pandemia, estavam todos praticamente fechados. No entanto, houve deslocamentos para atividades de pesca em balneários particulares, onde não havia segurança contra afogamentos”, relatou o major Antônio Luiz Soares da Silva, gerente de Monitoramento da Defesa Civil Estadual.

Para ele, a mudança de comportamento pode ter relação com o aumento dos casos de afogamento. “Se observarmos os últimos dez anos, de 2010 a 2019, tivemos uma média de 67 óbitos por afogamento. E em 2020, foram 73 casos, um aumento de 10%. É uma preocupação para a segurança pública e isso precisa deixar toda a população em alerta”, disse.

A maior variável observada nas estatísticas tem relação com bebida alcoólica ou sair para nadar após uma refeição. A ausência de colete salva-vidas vem em segundo lugar, conforme explicou o gerente de Monitoramento: “As pessoas avaliam mal os riscos e superestimam suas habilidades com a natação, se aventurando em travessias, saltos de locais elevados e nadar se afastando da margem. E ainda há aqueles que não dão a devida atenção às crianças nos ambientes aquáticos”.

Os homens são maioria dos casos, chegando a 84% dos afogados. E os rios foram os locais com mais óbitos (62%). Os apontamentos da Defesa Civil Estadual ainda relatam que 50% das mortes tiveram relação com bebidas alcoólicas, 29% estavam em algum tipo de embarcação e 73% sabiam nadar.

“Devemos lembrar que a prevenção ainda é a melhor ferramenta contra os afogamentos”, concluiu o major.

(Secom)

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