A educação é o melhor contraceptivo

quinta-feira, 16 de novembro de 2017 às 14:19
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Um tema pouco debatido, a educação sexual no Brasil é cheia de conservadorismo e tabus. No Tocantins não seria diferente. Um estudo feito pela Federação Internacional de Planejamento Familiar – FIPF mostrou que, comparado com outros países da América Latina, o Brasil fica em último lugar quando o assunto é a introdução do tema no currículo educacional.

Aspectos relacionados ao planejamento familiar e a educação sexual, a influência religiosa pode afetar diretamente o desenvolvimento de políticas relacionadas a métodos contraceptivos. E no Brasil isso ocorre de forma mais intensa.

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Sob a cortina de fumaça da pedofilia, pauta não menos relevante, é verdade, mas a realidade é que temos índices terríveis. Os indicadores mostram que o Tocantins é um dos campeões nacionais em gravidez na adolescência. E outro título nada honroso é que temos uns dos maiores índices de doenças sexualmente transmissíveis em crianças e adolescentes. É um problema de saúde pública. Mas, sobretudo, é um problema de formação educacional.

Observe outro indicador interessante, no Brasil 75% das jovens que tem filhos, estão fora da escola. A maioria dessas jovens não estudam nem trabalham.

Esta é a realidade do país. São estes índices absolutamente vergonhosos que desnudam qualquer discurso retrógado e superficial.

E este enfrentamento só poderemos fazer com políticas públicas de educação sexual. Não só o “Use camisinha” em períodos carnaval.

Só a título de informação, 90% dos casos de pedofilia, o causador da violência sexual está dentro de casa e não na escola.

A educação sempre será o melhor contraceptivo.

Marcos Milhomens, comentarista Político.

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