PC deflagra operação contra golpes de WhatsApp em Augustinópolis e Araguatins

quinta-feira, 16 de dezembro de 2021 às 16:18
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Materiais apreendidos. Foto: PC.

Nesta quinta-feira, 16, a Polícia Civil do Tocantins (PC-TO) deflagrou a operação Male Habitu nas cidades de Araguatins, Augustinópolis, Palmas, Porto Nacional.

Coordenada pelo delegado Lucas Brito Santana e contando com a participação de policiais de várias unidades, a ação teve por objetivo embasar investigações para desarticular uma associação criminosa que se especializou em aplicar golpes com a utilização do aplicativo WhatsApp.

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Conforme o delegado, no decorrer da operação, que também foi realizada nos estados do Maranhão e de Goiás, os policiais civis deram cumprimento a 17 mandados de busca e apreensão em locais previamente identificados como possíveis residências de alguns dos investigados. Durante a ação, foram apreendidos computadores, celulares, cartões de crédito de bancos digitais, máquinas de cartão, HDs e outras mídias que estavam em alguns dos domicílios.

“Essa operação visa, sobretudo, combater o chamado golpe do WhatsApp, em que o autor se passa por um parente ou amigo e solicita valores às vítimas, as quais, induzidas a erro, acabam por transferir tais quantias, incorrendo em severos prejuízos financeiros. Após a transferência, os proveitos ilícitos são imediatamente pulverizados, por meio de novas transferências, saques, pagamento de boletos falsos e outras transações. Vale ressaltar que essa prática criminosa ainda continua fazendo muitas vítimas no Tocantins e no Brasil”, explicou o delegado.

Lucro da associação criminosa

O delegado Lucas afirmou ainda que os lucros auferidos pelos golpistas são estimados em mais de R$ 4 milhões. “Uma soma muita expressiva que pode ter sido amealhada pelos indivíduos, sendo que, até o momento, 36 pessoas estão sendo investigadas. A associação também possui uma divisão de tarefas, sendo que alguns integrantes ficam responsáveis por identificar possíveis vítimas e outros indivíduos que participavam do esquema criminoso cedendo suas contas para onde o dinheiro das fraudes eletrônicas era depositado e depois repartido entre os autores”, disse o delegado.

Todo o material apreendido será analisado e as investigações serão aprofundadas para que a Polícia Civil possa detalhar os crimes e identificar outros envolvidos nas práticas dos golpes.

(Ascom PCTO)

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