População se organiza em defesa do Colégio Militar

domingo, 14 de janeiro de 2018 às 11:56
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ARAGUATINS – A discussão sobre a implantação do Colégio da Polícia Militar (CPM) em Araguatins está cada vez mais acalorada. Nas redes sociais e em grupos do Whatsapp várias manifestações circulam, em especial demonstrando indignação em relação a um suposto movimento contrário à vinda do CPM para Araguatins. O VB Notícias recebeu uma carta aberta atribuída ao movimento “CPM Araguatins já!”, que seria composto de pais, profissionais e demais cidadãos favoráveis à implantação do colégio. Na carta eles rebatem as críticas à instalação da unidade de ensino e criticam a postura de quem se opõe.

Clique aqui para relembrar o caso.

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Lembrando que o VB Notícias se posiciona em prol da sociedade, não fazendo juízo de valor sobre as discussões acerca deste ou de quaisquer outros assuntos, mas se coloca como espaço para o diálogo. Sendo assim, nós apenas estamos a divulgar a posição de um dos grupos envolvidos no caso, e deixamos claro que o espaço está aberto também para opiniões divergentes.

Veja agora na íntegra a carta pública que nos foi enviada:

E agora, Araguatins: vamos brigar pelo CPM ou seremos uma cidade que só briga por festa de Réveillon e Carnaval na Beira-rio?

Todos aqui se lembram do dia em que o Prefeito de Araguatins, ao discursar na reunião, que definiu o Centro de Ensino Médio (CEM) Antonina Milhomem como futuro colégio militar, causou um alvoroço que tomou de conta das redes sociais da cidade e do Bico do Papagaio. Tudo porque o prefeito, em seu discurso empolgado pela conquista de ter um Colégio Militar na cidade, afirmou que não faria festa de Réveillon e nem de carnaval, tendo em vista que a prefeitura tinha que quitar um débito da gestão passada e ainda não havia pago o décimo terceiro salário dos servidores municipais.

Pense num bombardeio generalizado! Áudios, vídeos e memes. Até manifestação de cidadão araguatinense, morando fora do Brasil, teve. As pessoas quase pararam de trabalhar só para criticar, questionar, descer a lenha e se indignar pela falta de uma festa de fim de ano tradicional na cidade.

Agora, estamos passando por algo bem pior e esperamos essa mesma manifestação de massa. Hoje, já é dia 14 de janeiro, e as aulas começam dia 22, ou seja, a oito dias de começarem as aulas, pais e alunos não só de Araguatins, como também do Bico do Papagaio, foram surpreendidos com a tramoia que envolve um pequeno grupo de servidores do CEM, Sindicato e Seduc. Simplesmente, querem nos fazer de palhaços! Depois de todas as inspeções, visitas técnicas, reuniões, atas assinadas, autorização do Governador para implantação do CPM no CEM de Araguatins, estão querendo sabotar o que foi acordado, formalmente, e jogar o colégio militar em uma escola de ensino fundamental da cidade. E isso só para agradar um mísero grupo de professores.

E se você acha que isso é só mera especulação, então analise bem conosco. A cidade de Paraíso do Tocantins fez o mesmo processo de implantação que Araguatins, e isso no mesmo período em que Araguatins também passou por vistoria para a implantação. E na última quarta-feira, dia 11 de janeiro, a administração da escola de Paraíso passou a ser militar. Olha que, por causa do curto tempo, por lá, deve estar a maior correria para adequar e reformar a escola de forma a receber os alunos do novo CPM. Foi isso que nos gerou uma indagação: Já que Paraíso e Araguatins passaram pelo mesmo processo, e no mesmo período, por que será que Araguatins ainda não passou a ser CPM?

E essa indagação levou o nosso Diretor Regional de Ensino, Paulon Miranda, a praticamente madrugar em Palmas na semana passada, pois descobrimos o plano maquiavélico de sindicalista infiltrados na SEDUC. O pequeno grupo de servidores “donos do CEM de Araguatins” injetaram o Sindicato da classe para atuar contra o tempo dentro da Seduc. As alegações da turminha do contra são baseadas em uma falsa ideia de que só existe o CEM Profª Antonina Milhomem como escola de ensino médio, e a cidade não teria outra opção para que os alunos, que não quisessem ou não tivessem a oportunidade de vaga no CPM usufruíssem de outra escola de ensino médio.

MENTIRA! A Diretoria Regional de Ensino providenciou com muito cuidado para que a Escola Leônidas Gonçalves Duarte e a Escola Oswaldo Franco, que têm sim previsão em sua estrutura para receber Ensino Médio, sejam as opções para essa preocupação apontada. Após ter feito o planejamento para esse novo layout nas referidas escolas, a DREA comunicou à Seduc sobre esse novo funcionamento. Mesmo assim, ainda teve esse porta-voz camuflado do grupinho do contra que insuflou, semana passada, dentro da Seduc, que havia essa pendência a ser resolvida em Araguatins, coisa que o nosso Diretor Regional de Ensino já havia sanado, mas fez questão de ir a Palmas, de um dia para outro, só para demonstrar que estava tudo organizado, e que essa pendência apontada não passava de fuxico de sindicato querendo defender seus interesses escusos. Logo, não paira nenhuma dúvida de que o CPM pode sim ser instalado no CEM e que não haverá prejuízo algum.

Prejuízo mesmo só para esse grupinho que quer atrapalhar o sonho da comunidade escolar da região. E mais do que nunca, estamos convictos de o porquê a cidade de Paraíso ter iniciado a gestão militar no último dia 11. Temos certeza de que lá o Diretor da escola foi o primeiro a receber o CPM de braços abertos. É tal que o próprio diretor discursou nas redes sociais dizendo que abriria mão sim de cargo e gratificação só para ficar trabalhando no Colégio Militar de Paraíso, em qual ele aposta que será um divisor de águas na região.

Assim também, foi a postura dos professores do CPM de Paraíso. Diferente dos professores do CEM de Araguatins, não soubemos de nenhum professor que tenha sido oposição à mudança, e, muito menos, tenha pedido para sair da escola. Já os do CEM de Araguatins alegaram nada com nada, a não ser, a perda do CPM para Augustinópolis, motivo por qual resolveram assinar ata de implantação do CPM. Mesmo assim, tem um pequeno grupo que fica mandando o sindicato correr atrás da não implantação. É justamente por isso que até agora nada de Araguatins ter recebido o Colégio Militar.
Se os nossos professores estavam preocupados com o fim da “História do CEM”, queremos dizer a eles que não se preocupem, pois essa história morreu bem no dia em que vocês resolveram lutar pelo interesse e conveniência particular em vez de lutar pelo interesse coletivo que pais e alunos estão buscando. Circulou um áudio nas redes sociais de uma professora, que não sabemos o nome e nem se é servidora do CEM, mas se manifestando contrária ao colégio militar.

Diz ela no áudio: “…os pais não conseguem manter dois ou três alunos na escola militar por causa dos uniformes”; “…escola militar aqui no Tocantins é apenas exclusão!” “…a gente chama de tortura mesmo alguns exercícios com os alunos. Fora a tortura psicológica…”; “eu não aceito deficiente, eu não aceito veado, eu não aceito Black power! E isso me dá agonia na escola militar”. “…eu prefiro essa minha escola que tem de tudo, inclusive eu que sou louca de pedra. AQUI, A GENTE ESTÁ TUDO JUNTO E MISTURADO. É uma rua estreita, onde a gente se esbarra o tempo todo com ideias diferentes. A escola militar é uma rua larga. Uma ideia só. Você não esbarra em nada e em ninguém!”.

Oh, PROFESSORA TUDO JUNTO E MISTURADO, graças a Deus que não iremos ter você como professora. Talvez, é por causa dessa pedagogia do “tudo junto e misturado” que os professores estão sofrendo nas salas de aulas das escolas públicas. Talvez, seja por isso que tem professor trabalhando com medo, fingindo que dá aula, e nós temos que fingir que estamos aprendendo. Graças ao bom pai, quando nossa escola estiver implantada, nós não iremos ter que nos esbarrar numa via estreita com um profissional que, na hora de escolher o melhor para a comunidade escolar, opta somente pelo próprio bolso e esnoba o ganho que teria o aluno.

Queremos dizer a você, aos professores do CEM, ao Sindicato de vocês e à SEDUC do nosso Estado, que os mais de 1000 alunos do CEM sonhamos em ser “torturados psicologicamente”, “usar fardas de todos os tipos”, “tirar bonés, black power, brincos e adereços”, para “sofrer” dentro de um Colégio Militar aqui em Araguatins. Se, ao final de tudo, formos condenados a passar em vestibular, ENEM e outros exames, ficaremos eternamente felizes! Pois até então, tem sido esse o resultado dos colégios militares no Brasil.

Se a senhora só conhece a via estreita, faremos questão de mostrar à senhora e à comunidade do Bico do Papagaio como é que se anda em vias largas. E, na nossa via larga, ninguém se esbarra! Todos comungam de um mesmo pensamento e andam numa direção só: Colégio Militar em Araguatins Já!. E convidamos toda a comunidade, pais e alunos do futuro CPM para comparecer à nossa manifestação, que será realizada na terça-feira, dia 16, às 08h00 da manhã, em frente ao CEM de Araguatins, onde percorreremos as principais vias da cidade. Não somos palhaços e não aceitamos mudar o CPM para outra escola!

Se o Governo do Estado não se manifestar, em nota oficial, garantindo a nós que o CPM será instalado imediatamente e que será no CEM Profª Antonina Milhomem, não vamos cessar. Os professores e servidores incomodados que se retirem. O CPM é nosso! E ninguém vai tirar ele da gente!

Se um dia essa comunidade brigou por uma festa tradicional de fim de ano, imagine se não brigaríamos por uma escola pública de qualidade!!!!

#MOVIMENTO CPM ARAGUATINS JÁ!!!

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