Superlotação: Idosos de Buriti com suspeita de covid-19 têm atendimento negado em Augustinópolis e Justiça é acionada

terça-feira, 26 de maio de 2020 às 17:00
Hospital Regional de Augustinópolis. Foto: Mágson Alves / VB

AUGUSTINÓPOLIS – O Ministério Público do Tocantins (MPTO) ingressou nesta terça-feira, 26, com uma Ação Civil Pública (ACP) contra o estado do Tocantins para que forneça atendimento médico a dois idosos de Buriti suspeitos de estarem com covid-19, que não puderam ser atendidos no Hospital Regional de Augustinópolis (HRAug) devido à superlotação dos leitos destinados aos casos de coronavírus na Unidade. Na ação, o MPTO requer que seja iniciado o tratamento dos idosos em até 24h.

Os dois pacientes foram atendidos inicialmente em uma Unidade Básica de Saúde de Buriti, mas tiveram que ser encaminhados ao HRAug devido à piora dos sintomas.

Publicidade

Os idosos fazem parte do grupo de risco para covid-19 e necessitam de tratamento urgente. Porém, como já foi falado por uma das enfermeiras do HRAug, o hospital, que é de responsabilidade do estado, não está preparado para receber os casos graves da doença que chegam diariamente de todo o Bico do Papagaio.

O Promotor de Justiça Paulo Sérgio Ferreira de Almeida alegou na ACP que o atendimento é algo simples e que a sua demora pode ocasionar o agravamento injustificado do quadro de saúde dos pacientes. “A pessoa que não tem condições financeiras para realizar seu tratamento não pode ficar exposta a riscos de agravos à sua saúde, por tempo indeterminado, em razão da descarada ineficiência do Poder Público em gerir a saúde pública”, declarou.

Também foi requerido pelo MPTO que o estado encaminhe os pacientes para avaliações médicas e, em caso de resultado positivo para covid-19, sejam fornecidos os exames e medicamentos necessários, bem como a transferência para a rede particular, se for o caso, sob pena de imposição de multa diária.

(Voz do Bico com informações do MPTO)

Veja também: Situação do Hospital Regional de Augustinópolis para atender casos de covid-19 é crítica, aponta enfermeira.

-- Publicidade --

Comentários no Facebook