Jornalista tocantinense sofreu ataque racista enquanto falava sobre o impacto do coronavírus no estado

quarta-feira, 18 de março de 2020 às 10:45
A jornalista tocantinense Maju Cotrim sofreu ataques de racismo durante uma apresentação. Foto: Reprodução.

AUGUSTINÓPOLIS – Passados mais de 130 anos de uma tal abolição escravocrata no Brasil, há pessoas que estão do meu lado ou me veem em qualquer espaço virtual ou físico e ainda não conseguem compreender que eu faço parte, assim como eles, da espécie homo sapiens, cujo nome “homo” significa “humano e “sapiens” significa “saber”, e que somos frutos do mesmo tronco surgido na África há aproximadamente 250/350 mil anos, ou, como querem a maioria, somos frutos de uma inspiração Divina. Em todo caso, temos  a mesma origem.

Porém, no percurso da História desta espécie animal de primata bípede que passou a se autodenominar de Humano – termo que deriva do latim “homem sábio” – surgiu uma coisa chamada “escravidão”, que impregnou os genes desta raça de ódio contra seus próprios irmãos, levando-os a condições sub humanas em todas as sociedades onde existiu e existe.

Publicidade

Este ranço de ódio racial, no nosso caso em especial, apesar das leis e campanhas, ainda permeia o ambiente em que vivemos de maneira vexaminosa e doentia, haja visto o que aconteceu com a jornalista Maju Cotrim, quando em seu portal, Gazeta do Cerrado, cumpria o “sagrado dever profissional” de bem informar, fazendo uma matéria sobre o impacto do coronavírus na vida do tocantinense, e foi atacada pelo ódio de racismo, preconceito, desumanidade (veja aqui).

Dizer que nós repudiamos o ocorrido é o mínimo que devemos fazer em qualquer circunstância idêntica, seja com uma colega de atividade de profissão, seja contra quem for. A Maju, como qualquer pessoa, tem o direito de manifestar em seus trajes, em sua aparência, em seu penteado, linguajar, comida, religião ou seja lá o que for, sua identidade étnica e cultural.

Nós, na condição de seres humanos de fato, na essência e na grandiosidade que o termo significa, não devemos permitir e nem aceitar qualquer tipo de ultraje, ofensa ou qualquer tipo de indignidade contra nossos irmãos, sejam eles de que “cafundó” do mundo forem, pois assim estaríamos sendo coniventes com a escória da raça humana, que são os racistas.

Maju Cotrim, o portal Voz do Bico, aqui no cafundó do Bico do Papagaio (como já ouvi de muitos), tanto quanto você, nos sentimos plenamente ofendidos.

A você e a todos que diariamente se veem humilhados por uma determinada condição pessoal, seja étnico-cultural ou mesmo de orientação sexual, fica aqui expresso o nosso sentimento de profundo repúdio ao racismo e absoluto respeito à pessoa humana em sua inviolável integridade pessoal.

(Voz do Bico)

-- Publicidade --

Comentários no Facebook