Editorial – Três candidatos em Augustinópolis ficaram na poeira dos resultados

segunda-feira, 16 de novembro de 2020 às 15:38
Antônio do Bar, Júlio Oliveira, Gilton Venâncio, Herculano Rodrigues e Agamemnon Pellegrinni. – Foto: Internet/ arquivo.

AUGUSTINÓPOLIS – A polarização na política augustiopolina já dura mais de 20 anos entre os dois principais líderes políticos locais. De um lado, Antônio do Bar, eleito neste domingo, 15, pela 5º vez; do outro lado, a ex-prefeita Carmem Alcântara e seu esposo, o ex-prefeito José Anacleto. Nas eleições municipais de 2016, o atual prefeito Júlio Oliveira foi eleito com apoio do grupo de Antônio do Bar. Já neste ano, para concorrer à reeleição, ele teve apoio dos Alcântaras. A campanha foi acirrada e a diferença foi de menos de 1%.

Mas e os outros três candidatos, Giltão (PV), Professor Herculano (PT) e Agamemnon Pellegrini (PSB)? Foram praticamente ignorados pelos eleitores e juntos somaram 773 votos, praticamente a mesma votação dos dois vereadores mais bem votados desta eleição municipal em Augustinópolis.

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Giltão, com 514 votos conquistados nas urnas, pode-se dizer que se saiu muito bem. É quase um estranho na cidade de Augustinópolis, onde não tem uma base política sólida. Além disso, seu partido passou por um processo fraticida, uma guerra interna de confiança e ego que resultou em vários candidatos a vereador desertando e indo apoiar outros candidatos. Os dois vereadores eleitos pelo partido, Cabeção e Solange do Donizete, foram apoiar Júlio Oliveira, assim como João do Açougue e Vanderlei Arruda.  O vereador Cícero Moutinho fez uma campanha independente, enquanto Edson Barbosa caminhou com o prefeito eleito Antônio do Bar.

Já o Partido dos Trabalhadores nunca foi expressivo no cenário político augustinopolino. Até hoje só conseguiu eleger dois vereadores e nunca teve um candidato a prefeito com a mínima chance de eleição. Neste ano, apenas dois dos vereadores eleitos, Ozeas (169 votos) e Tatá (151 votos), ambos do PSL, foram menos votados que o candidato a prefeito do PT, que obteve 202 votos.

O socialista Agamemnon Pellegrini se aventurou pela primeira vez na seara política e os 57 votos conquistados não seriam suficientes para eleger um membro do Legislativo augustinopolino. Mesmo assim suas mensagens, principalmente as voltadas para a preservação ambiental, devem ser levadas em consideração. Deu o seu recado e isso vale muito.

A urnas proferiram a sentença, tanto para os líderes consolidados como para os novatos. Contudo, eleição municipal acontece a cada quatro anos, período em que os não eleitos estarão matutando sobre seus equívocos ou falhas por não terem conquistado o lugar mais alto no pódio eleitoral e, claro, avaliando todo o cenário que virá para concluírem se tentarão de novo ou não.

Democracia é isso, todos têm o direito de testar sua liderança, e o povo, de confirmar ou não…

(Redação Voz do Bico)

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