Os jovens e o mercado de trabalho

terça-feira, 22 de setembro de 2020 às 17:12
Bruno foi um dos jovens que participaram da pesquisa. Ele agora está apostando em um negócio próprio. Foto: Reprodução.

Os jovens foram os mais afetados pela crise do desemprego no Brasil: já são 58% deles à procura de emprego, segundo pesquisa realizada pela rede de escolas de informática Microcamp entre os dias 9 e 15 de setembro, com 3.515 jovens a partir de 14 anos de idade, em 63 cidades brasileiras.

O intuito da empresa foi conhecer a realidade de seus alunos, entender as dificuldades que estão enfrentando para conseguir uma vaga ou se manter no emprego, e a partir daí propor ações que desenvolvam neles não só competências técnicas mas também comportamentais cada vez mais valorizadas pelas empresas na hora da contratação.
Do total de pesquisados, 58% afirmaram que estão procurando emprego, enquanto 39,3, apesar de desempregados, não estão em busca de vaga e 2,7% desistiram de procurar uma colocação.

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Apesar desse cenário, a maioria (51,9%) acredita que a situação vai melhorar após a pandemia pois surgirão novas vagas e profissões no mercado, contra 29,5% que pensam que a tendência é piorar porque as vagas vão diminuir ainda mais e muitas profissões vão desaparecer. E de acordo com 29,6% dos pesquisados, a tendência é os novos postos de trabalho serem na área de Marketing Digital, enquanto 24.4% apostam no setor de Saúde e 17,2% em TI.

Entre as maiores dificuldades enfrentadas pelos jovens para conseguir emprego aparecem: exigência de muitos requisitos pelas empresas (apontada por 43,5% dos entrevistados), poucas vagas disponíveis (31,2%) e muita concorrência (17,1%).

Na percepção da maioria dos entrevistados (37,2%) o que as empresas mais valorizam na hora de selecionar candidatos, é a experiência, seguida pela qualificação técnica (30.8%) e competências comportamentais (24,5).

Por outro lado, os jovens admitem que o que falta a eles para conseguirem emprego com mais facilidade é experiência (citada por 36.6% dos entrevistados), além de competências comportamentais (apontadas por 35,9%) e mais qualificação técnica (21,2%).

A pesquisa também quis saber a opinião dos jovens sobre o trabalho home office, que o que tudo indica, veio para ficar. A maioria (39.2%) acredita que é possível realizar um bom trabalho em casa sem necessidade de perder tempo com deslocamento. Já 33,7% pensam que esta forma de trabalho deixa os profissionais mais ansiosos e estressados porque têm que dedicar atenção à empresa e à família simultaneamente. E 19,2% acreditam que com este formato, todos saem ganhando, funcionários e empresas.

Apesar de todas as dificuldades e do alto índice de desemprego no Brasil, que atualmente, de acordo com o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), ultrapassou os 13% (o que representa mais de 14 milhões de brasileiros), os jovens se mostraram otimistas quanto às contratações pois para 56,1% a tendência será as empresas abrirem novas vagas, contra 19,3% que pensam que haverá redução de funcionários. Já 12,9% afirmam que as empresas vão manter o mesmo quadro e 11,7% acreditam que muitas vão terceirizar serviços.

Após um longo período de distanciamento, a tendência é o comportamento dos jovens mudar em relação ao trabalho: 37,1% acreditam que estarão mais individualistas, enquanto 31,4% serão mais flexíveis e terão mais facilidade para se adaptar às mudanças, e 24,2% acham que terão mais responsabilidade no trabalho.

(Assessoria Microcamp)
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