Polícia Civil indicia servidora pública e mais cinco ex-gestores por peculato; entre eles Marcelo Miranda

sexta-feira, 7 de junho de 2019 às 11:46
(Foto Ilustrativa) – Foto: Dennis Tavares/ Divulgação/ Polícia Civil

Na quinta-feira (6) a Polícia Civil do Tocantins, por intermédio da Delegacia Especializada em Investigações Criminais (DEIC), Núcleo Norte, de Araguaína, concluiu mais um inquérito referente à operação Catarse, resultando no indiciamento da servidora Alciany Chaves de Melo Feitosa, do ex-governador Marcelo Miranda e mais quatro pessoas, por suspeitas de peculato-furto e falsidade ideológica.

Os outros indiciados são a mãe da servidora, Cleidimar Aparecida Chaves pelo crime de peculato-furto; o ex-secretário-geral de governo Cesarino Augusto César Pereira e o ex-secretário de Articulação Política João Emidio Felipe de Miranda, pelos crimes de peculato-furto e falsidade ideológica majorada; e o ex-secretário-chefe da Casa Civil, Télio Ayres Leão, duas vezes pelo crime de peculato.

O inquérito, já remetido ao Ministério Público, foi instaurado pela unidade especializada em de novembro de 2018.

De acordo com o delegado José Anchieta de Menezes Filho, a ação policial denominada Catarse, iniciou-se com a notícia de que haveria uma servidora do estado, que estaria cursando medicina no Paraguai, mas continuava a receber normalmente os proventos como enfermeira no Tocantins.

Com base nas investigações, foi possível concluir que a servidora não exercia suas funções no órgão público, a extinta Secretaria Geral de Governo, o que ensejou seu indiciamento pela prática do crime de peculato-furto.

Ainda no decorrer das investigações, a Polícia Civil também identificou que as outras pessoas foram coniventes com a situação da investigada e concorreram para que a mesma pudesse continuar recebendo seus salários (quase R$ 90 mil reais), sem realizar a devida prestação do serviço.

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